Sidnei Ramis de Araújo, de 46 anos, invadiu uma festa familiar de Reveillón na noite do dia 31 de dezembro, pouco antes da meia-noite, e deu início a uma verdadeira chacina, matando a tiros sua ex-mulher, seu filho de apenas 8 anos e outros 10 amigos e familiares que estavam no local, comemorando a chegada no novo ano. Há ainda 3 pessoas internadas que foram atingidas. Logo depois, Sidnei se matou com um tiro na cabeça.

De acordo com a Polícia Militar, foram encontradas 10 bombas caseiras próximas ao corpo do atirador, que trabalhava no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), um dos principais órgãos de pesquisa do governo federal.

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A arma usada no crime foi uma pistola 9 mm com numeração raspada, estando de posse de dois carregadores e também de um canivete.

Sidnei brigava com a ex-mulher, Isamara Filier, pela guarda do filho e, segundo uma testemunha em declaração à Polícia Civil, ele teria dito que mataria Isamara por ter lhe tirado o filho; logo depois, ouviu João Victor, o garoto de 8 anos, dizer que ele havia "matado a mamãe".

O atirador primeiro disparou contra 10 pessoas que estavam num único cômodo e, depois, dirigiu-se a outro cômodo no qual estava seu filho deitado numa cama. Ele atirou no menino e ainda em uma outra mulher. Dois jovens conseguiram se salvar porque se trancaram no banheiro.

Vizinhos do local em que ocorreu a chacina, na Vila Prost de Souza, bairro Jardim Aurélia, disseram ter inicialmente achado que os barulhos dos tiros eram, na verdade, fogos de artifício.

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Uma das vítimas, baleada na perna, conseguiu escapar e pedir ajuda às pessoas que estavam no quintal da outra casa, as quais, a princípio, acharam se tratar de um assalto.

No carro de Sidnei foi encontrado seu celular e um gravador contendo um áudio no qual ele se desculpa por alguma coisa que "poderia acontecer" - sem fazer menção à chacina - e profere insultos direcionados à ex-mulher. O caso foi registrado no 4º Distrito Policial de Campinas como homicídio qualificado. #Violência #Casos de polícia