Um mistério que está longe de terminar ganha contornos mais surreais com a divulgação de áudios em que o autor da chacina de Campinas se dirige à polícia, ao filho e a conhecidos.

As gravações, que vazaram para a imprensa, são uma tentativa de justificar os atos bárbaros praticados na festa de réveillon, onde técnico de laboratório Sidnei Ramis de Araújo assassinou a ex-mulher, Isamara Filier, o filho, João Vítor Filier Araújo, e mais dez pessoas antes de se matar.

Sidnei também deixou cartas onde faz referências aos detalhes do plano macabro.

No material em áudio, o técnico de laboratório ressalta que era vítima de uma injustiça ao ser acusado de abusar do garoto.

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Disse que era vítima de “mentiras”, de uma “sacanagem e que não suportava mais tudo aquilo.

Por várias vezes chama a ex de “vadia” e afirma que a intenção de matá-la junto com a família aumentava na mesma proporção que ela agia para distanciar a criança do pai. Afirmou que com mais ódio, ficava com menos peso na consciência para concretizar o plano.

Na parte em que ele se dirige aos policiais, chega a pedir desculpas por para os agentes e para os profissionais do resgate, por “gerar muito transtorno”. Comenta que a ideia inicial era cometer a chacina no almoço de Natal, para tentar pegar o máximo possível de familiares. No entanto, o plano falhou e foi adiado.

No fim de uma das gravações endereçadas aos policiais ele menciona Deus, comparando a crucificação de Cristo com seu caso, deixando claro que também teria de sacrificar o próprio filho em nome de algo maior, como na passagem cristã.

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"Eu não vou deixar você sofrer na mão dessa vadia mais meu filho", afirma se dirigindo diretamente ao menor, João Vítor, o ultimo a ser morto na madrugada do último dia 1º.

Em vários trechos ele repete ser inocente das acusações de Isamara e de sua mãe, já falecida, chamando-as de “mentirosas”. O ódio em relação à ex-sogra é grande, pois em determinado momento Sidnei fala que pretende ir para o inferno para pegar “essa velha maldita”. Inclusive, menciona querer ser enterrado de ponta-cabeça justamente para ir para o inferno e cumprir seu objetivo de encontrar com a mãe de Isamara.

Finaliza dizendo que há quatro pessoas que sabem da injustiça pela qual ele estava passando, de ser acusado de abusador do próprio filho: Deus, o diabo, a ex-mulher e a mãe dela.

Ouça o áudio:

#Crime #Casos de polícia