A virada do ano 2016 para o 2017 foi muito triste para uma família inteira do interior de São Paulo. Doze pessoas foram mortas com uma arma automática, quando se preparavam para o Réveillon. Elas foram friamente assassinadas por Sidnei Ramis de Araújo. Aos 46 anos, ele decidiu tomar uma decisão sem volta. Após matar as doze pessoas, incluindo a ex-mulher e o filho de oito anos, o homem acabou cometendo o suicídio. Antes de concretizar o assassinato em massa, Sidnei deixou provas de que realmente estava planejando cometer a chacina, pois se dizia vítima de uma injustiça e que não conseguia mais viver.

No material divulgado pelo portal de notícias R7 (que não disponibilizou o áudio), o criminoso diz que não era mais capaz de suportar isso e que as acusações de que seria um pedófilo não eram reais.

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Quando João, filho de Sidnei, tinha três anos, a mãe dele decidiu pedir a guarda do garoto, alegando que tinha indícios de que o menino era abusado pelo próprio pai. O abuso nunca foi comprovado, mas a justiça disse que o técnico poderia fazer visitas supervisionadas ao garoto. Os encontros aconteceriam a cada duas semanas, durante apenas três horas. Os vizinhos da família, no entanto, diziam que o pai, aparentemente, tentava ser presente. "Ele jogava bola com o garoto, fazia carinho, trazia presentes. A gente nunca imaginou isso", disse uma entrevistada da TV Globo, que chorava ao imaginar que aquilo poderia acontecer com qualquer família.

O menino dizia na escola, no entanto, que assim que crescesse mataria o próprio pai. Ele foi o último a ser morto por Sidnei. O garoto levou um tiro na cabeça e faleceu na hora.

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No áudio conseguido pela polícia, o atirador chama a ex-companheira, Isamara, de vadia. Nele, ele diz que seu plano mesmo era matar todos no Natal, mas que isso acabou não acontecendo. O atirador então aproveitou os fogos do ano novo para realizar o #Crime. O barulho dos fogos fez com que vizinhos não notassem tão claramente o tiroteio. Sidnei estava com explosivos amarrados ao corpo.