O advento da internet tem mudado a forma como as pessoas se relacionam. A sociedade, desde que descobriu a web e as redes sociais, age de outra maneira, até mesmo para a prática de crimes. Na noite da sexta-feira, 28, por exemplo, uma família da capital do estado de Amapá, Macapá, passou por apuros e foi sequestrada. Toda a ação foi transmitida, ao vivo, por meio do Facebook. De acordo com informações do site da revista Veja, em reportagem publicada neste domingo, 29, foram dois os bandidos que invadiram a casa da família. Um deles era maior, tendo vinte e três anos, o outro menor, de dezessete anos. Ambos antenados nas tecnologias, sabendo, inclusive, como fazer uma transmissão via Facebook.

Além de um casal, estavam na casa invadida pelos criminosos, os filhos adolescentes dos moradores e uma visita, que passa o mês de janeiro no local.

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A visita seria o sobrinho, que foi o mais esperto de todos. Ao perceber que a casa estava sendo invadida, ele fugiu do local e chamou a polícia, ajudando a safar os tios e primos de algo pior. Ao perceber que a casa estava sendo cercada por policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope), os bandidos decidiram anunciar que a família estava sendo sequestrada. A fim de ter provas da negociação com a polícia, um dos bandidos decidiu gravar tudo. Com o celular de uma das vítimas, ele acionou a live do Facebook e exibiu toda a negociação para a timeline dela. Muitos amigos ficaram temerosos com o que estava acontecendo.

Em determinado momento, o bandido antenado chegou a postar que tinha perdido o assalto e estava com refém. Já em outro, ele botou uma espécie de funk para tocar. Sentado na cama do casal, ele ria, enquanto exibia tudo em tempo real pela internet.

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Veja a seguir esse trecho da transmissão ao vivo, que revoltou a internet.

Os primeiros a serem soltos foram os filhos do casal. Após três horas de sequestro, os donos da casa foram libertos. O pai da família teve ferimentos na cabeça, pois foi atingido por coronhadas. O bandido maior de idade foi levado para uma espécie de presídio da região, já o menor foi para a delegacia e depois liberado. #Crime #Investigação Criminal