A fuga em massa de presos da #penitenciária provocou, no início da tarde desta terça-feira (24), a suspensão de vários serviços e atendimento à população em #Bauru, importante cidade do interior de São Paulo. As atividades foram suspensas por duas horas, entre 12 e 14 horas. Agências bancárias, Poupatempo e até algumas lojas do Centro da cidade fecharam as portas.

A Prefeitura suspendeu o atendimento à população por causa de uma #Rebelião de presos no Instituto Penal Agrícola.

Motivo do tumulto

No início da tarde, o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) informou que quase 200 detentos conseguiram fugir da unidade prisional.

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No entanto, ao final da tarde, a Secretaria Estadual da Administração Penitenciária (SAP) confirmou que o número exato de foragidos é de 152.

A secretaria informou ainda que a situação na unidade prisional já esteja controlada. Porém, de acordo com o 4° Batalhão da Polícia Militar (PM), 79 dos presos foram recapturados logo nas primeiras horas, mas outros 73 continuam foragidos.

A rebelião começou no período da manhã desta terça-feira, por volta das 8h30, e teve como principal motivo um desentendimento entre os detentos e funcionários da penitenciária. O motivo do tumulto, segundo a Secretaria de Administração Penitenciária, foi o fato de um detento ter sido surpreendido por agentes de segurança da unidade utilizando telefone celular.

Alguns colchões foram queimados e sete viaturas do Corpo de Bombeiros da região foram usadas para conter as chamas.

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Sem muros e sem seguranças armados

A contagem dos presos está sendo realizada pelo Grupo de Intervenção Rápida, formado por agentes penitenciários, com o auxílio da Polícia Militar de Bauru. A SAP ainda informou que não houve reféns e nem funcionários feridos. Alguns detentos tiveram ferimentos leves.

O Instituto Penal Agrícola possui capacidade para 1.124 presos e contava com 1.427 internos. Localizada na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros, altura do km 349, a penitenciária abriga presos do regime semiaberto em uma área rural de 240 alqueires, cercada apenas com alambrados. A unidade não conta com seguranças armados e nem muralhas.

A nota divulgada pela penitenciária informa ainda que na última saída temporária, que ocorreu no final de ano, 48 dos beneficiados não retornaram. A cidade está em alerta.