A Polícia Federal (PF) identificou que a facção Família do Norte (FDN) é regida por uma "cela de comando", é a partir dessa cela que seis presos comandam um sistema de "homicídios e torturas". O Ministério Público Federal e a PF deflagrou a operação LaMuralla que investiga especificamente a facção FDN.

E 01 de janeiro, o Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) foi o "palco" de um verdadeiro #massacre. Cerca de 56 presos foram mortos e torturados, sendo que, 30 detentos acabaram sendo degolados. O confronto foi entre a facção Família do Norte e o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Em 2015, o governo do estado do Amazonas teria negociado um acordo com a FDN para que tenha "paz na cadeia".

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O acordo teria acontecido dentro de uma biblioteca do #Presídio, a PF descobriu por meio de mensagens de texto entre líderes da FDN, um deles é José Roberto Fernandes Barbosa.

Para ter o acordo de paz, o governo do Amazonas iria ter que extinguir dois pavilhões que eram comandados pelo PCC, chamados de Centro de Detenção Provisória. O acordo fez com que o estado do Amazonas se tornasse refém dos presos, obedecendo as decisões e vontades. Além do PCC, a FDN também deu grito de "guerra" para a facção Esparta 300, uma ação em 2015 deixou 38 detentos mortos.

A "cela de comando" dominada pela FDN no Compaj, teve suas paredes pintadas de vermelho e siglas que apontavam uma parceria com o Comando Vermelho, uma facção instalada no Rio de Janeiro. As duas atuavam juntas no tráfico de drogas, como a venda de cocaína e crack.

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Sistema da FDN

Para que a facção se mantenha, a venda de drogas e depósitos bancários feito por aliados fazem uma "caixinha" para a FDN. Por mês, a facção atingiria um valor entre R$ 500 mil a R$ 1 milhão. O dinheiro seria usado também para ajudar as famílias dos presos e pagar advogados. Conforme a PF investiga as contas bancárias, valores mais altos estão aparecendo. O sistema da FDN conta com presidente, vice-presidente, porta-voz e até tesoureiro, quem é da facção também deve seguir a "Doutrina da Família" estabelecida pelos líderes. #Crime