Turistas e moradores de Maceió viraram refém de uma situação que se repete em muitos outros centros urbanos. Eles são praticamente extorquidos a pagar para flanelinhas um valor antecipado ao estacionarem na rua, em vagas públicas.

Aqueles que se recusam a deixar o dinheiro têm uma surpresa nada agradável quando retornam: se deparam com a lataria amassada ou riscada.

Câmeras de monitoramento viário na orla da cidade flagraram a ação de um destes flanelinhas. Pelo vídeo, o ‘guardador’ de carro chuta várias vezes alguns veículos estacionados no bairro Ponta Verde, reduto de restaurantes e barzinhos.

As imagens foram registradas quarta-feira passada (25).

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Em um outro vídeo, feito por uma vítima da ação criminosa dos flanelinhas, um carro aparece com a lataria e vidros inteiramente riscados. O mais absurdo é que como não há policiamento suficiente na região, as represálias dos ‘guardadores’ acontecem livremente.

Em muitos casos, o valor que é determinado pelos profissionais ilegais chega a R$ 40,00 por cada vaga ocupada. Alguns trabalham até com uma espécie de comanda, entregue ao condutor antes mesmo dele descer do carro. Essa prática é ilegal.

Segundo autoridades locais, todos os dias são registradas reclamações de condutores que se sentem coagidos com a atuação dos flanelinhas. Muitas das reclamações são de prejuízos nos veículos.

Porém, a maioria dos condutores acabam deixando oficializar as queixas nas delegacias, o que prejudica o planejamento da segurança e até nas ações para coibir os crimes.

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Com base em estatísticas oficiais é que são definidas as quantidades de viaturas a serem destacadas em cada bairro.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de Alagoas, se for comprovado o #Crime, o ‘guardador’ pode ser indiciado pelo artigo 163, do Código Penal. Por este dispositivo, que fala de destruição de patrimônio, a pena é prisão de um ano e meio.

Outro enquadramento pode ser por dano qualificado, que é quando fica configurado violência com grande prejuízo. Nesta situação, a detenção pode ser de até três anos. #Casos de polícia