Na manhã da última sexta-feira, 20 de janeiro, Júnior Santos, 24 anos, e seu namorado, Maycon Aguiar, 23 anos, receberam, em seu apartamento, uma carta nada agradável do condomínio ondem vivem, na Zona Norte do Rio. Com duas páginas e repleta de dizeres homofóbicos e racistas, a carta foi deixada na janela da residência deles e foi encontrada por Maycon.

Junior, que é professor de português, conta que estava visitando a mãe fora da cidade, quando Maycon o avisou do ocorrido. Ele disse ainda que os dois ficaram muito abalados com a situação. Segundo o professor, é inadmissível que, em pleno ano de 2017, eles sejam vítimas desse comportamento dentro da própria casa.

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O texto começa com uma citação bíblica do Levítico, terceiro livro da Bíblia, que afirma que Deus não criou o homem para se relacionar com outro homem e nem mulher com outra mulher.

Em outros trechos, a carta afirma que o homossexualismo é a expressão de desonra ao corpo. Em dado momento, o texto afirma que essa conduta da homossexualidade é errônea e aberrativa e que nenhum morador do condomínio aprova o comportamento que envergonha a Deus. A carta ainda é finalizada com o pedido de poupar os moradores e filhos dessa convivência, e o convite para o casal se retirar.

O casal diz não ter ideia de quem possa ter escrito a carta e que eles chegaram a ir a 27ª Delegacia de Polícia, mas foram informados de que não poderiam fazer ocorrência, uma vez de que não há registros de nomes ou assinatura do autor.

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Júnior informou que eles já procuraram acompanhamento jurídico e eles foram instruídos a buscar por provas para que possa haver a abertura de uma investigação. Foi solicitado à administração do condomínio o acesso às câmeras de segurança do local e o mesmo informou que as imagens seriam encaminhadas à polícia mediante solicitação dela.

O professor ainda afirma que pretende achar o autor dessa ação e incriminá-lo, já que eles respeitam a todas as religiões e esperam ser respeitados também. Ele ressaltou ainda que outras duas famílias negras, que também vivem no mesmo condomínio, se sentiram ofendidas com o texto. #Rio de Janeiro #Crime #Homofobia