O carro blindado da Polícia Militar, conhecido como "Caveirão", chegou ao #Presídio do Rio Grande do Norte na tarde desta terça-feira (17), deixando o clima ainda mais tenso. Os familiares estão em pânico, já que a presença do "Caveirão" indica que a qualquer momento a polícia poderá entrar na Penitenciária Estadual de Alcaçuz e com o carro blindado, muitos detentos poderão morrer.

Os veículos comuns da PM e também os da Força Nacional continuam saindo e entrando no presídio, mas isso não preocupa os familiares que continuam acompanhando tudo de perto, pois eles sabem que faz parte da rotina. Entretanto, a chegada do "Caveirão" ao local é um indicativo de que já foi tomada a decisão de que será preciso invadir o presídio.

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Outro fato que deixou os familiares em pânico é a presença de ambulâncias, que poderiam estar sendo posicionadas para socorrerem os muitos feridos. O "Caveirão" é completamente blindado e permite à PM, entrar no presídio com maior segurança, só que para os detentos, o risco de serem feridos ou até mesmo mortos, aumenta muito mais.

O governo, até o momento, não informou nada a respeito de feridos, mas os familiares garantem que há vários detentos dentro de Alcaçuz, precisando de atendimento médico urgente. A mulher de um dos detentos disse estar revoltada que a polícia não está fazendo questão de controlar a rebelião e que ficam todos do lado de fora, enquanto os presos estão lá dentro se matando.

No último sábado, dia 14, no presídio de Alcaçuz, houve um massacre entre os detentos que se rebelaram.

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Já foi confirmada a morte de pelo menos 26 presos e não se sabe ao certo o número de feridos.

O medo dos familiares é que o "Caveirão" seja usado para matar os prisioneiros que se recusarem a se entregar, pois alegam que ouviram os policiais dizerem que se chegarem ao ponto de invadir o presídio, muitos detentos irão morrer.

As mulheres que estão fazendo vigília na entrada do presídio, são mães, mulheres, familiares e amigas. Elas querem uma solução pacífica, sem mortes, mas o "Caveirão" afasta a esperança que elas tinham de que tudo terminaria bem. #Violência #Casos de polícia