Neste sábado, 7, a polícia voltou ao presídio de Boa Vista, em Roraima, a fim de realizar a recontagem dos presos na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo. Durante a varredura, após a morte de trinta e um presidiários, os agentes da lei encontraram mais corpos enterrados em uma ala da cozinha da unidade. Os policiais não esperavam achar os corpos ali e se chocaram com a cova em plena cozinha. A situação foi confirmada pela Secretaria de Comunicação do governo e reflete a falta de controle, já que até então, os dois corpos não estavam na relação de mortos. O governo também havia dito que ninguém fugiu da cadeia.

O governo confirmou que os corpos achados neste sábado não faziam parte dos já anunciados durante a sexta.

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Com isso, o número de mortos vai de 31 para 33. Somadas as 56 mortes de Manaus, no Amazonas, foram 89 assassinatos em presídios em menos de uma semana. O último e maior grande massacre envolvendo uma rebelião aconteceu em 1992, no presídio do Carandiru, em São Paulo. Naquele ano, 111 presos faleceram. A polícia foi muito criticada por invadir a unidade, o que teria aumentado o número de mortos, segundo os especialistas. Dessa vez, no entanto, mesmo sem invadir de imediato, as mortes foram bem altas.

O governo chama os presos de "reeducandos" e diz ainda que não sabe se os corpos encontrados na cozinha são parte dessa rebelião, ou se estariam ali mais tempo e ninguém percebeu. A secretaria gatante que um exame de DNA deve ser feito para saber quanto tempo os cadáveres estão ali. A perícia já está no local e trabalha para tirar os corpos do local, identificá-los e liberar para as possíveis famílias.

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Enquanto isso, dos 31 primeiros mortos confirmados, apenas cinco foram liberados para os enterros. O motivo é que o Instituto Médico Legal (IML) está tendo dificuldade de reconhecer o corpo dos presidiários, pois esses foram dilacerados.

Na sua opinião, o que deve ser feito para tentar controlar a situação dentro dos presídios de todo o Brasil? Deixe o seu comentário. #Crime