A crise no sistema penitenciário brasileiro acaba de ganhar mais um capítulo. Desta vez, as rebeliões chegaram ao estado de São Paulo. Na manhã desta terça-feira, 24, ocorreu um motim no Centro de Progressão Penitenciária 3 (CPP3) do Instituto Penal Agrícola, em #Bauru, interior do estado. O presídio funciona em regime semiaberto e fica localizado no km 349 da rodovia Comandante João Ribeiro de Barros. As informações do Copom (Centro de Operações da Polícia Militar) são de que em torno de 200 presos fugiram durante a #Rebelião. Até momento, foram recapturados 90 foragidos.

A princípio, a rebelião em Bauru não tem qualquer ligação com os outros motins ocorridos no norte do Brasil.

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Em Manaus e Roraima, o motivo é a disputa entre facções criminosas PCC e Família do Norte (FDN), que lutam pelo controle dos presídios. Já em Bauru a revolta teria começado após a inspeção de rotina por volta das 8 horas da manhã, depois que um agente penitenciário apreendeu o aparelho celular que estava sendo usado por um detento.

Durante o motim,d os presos incendiaram várias alas do presídio. Não há registro de mortes, nem de presos, nem de agentes penitenciários, apenas feridos. Em nota a Polícia Militar informou que a situação na penitenciária foi controlada e que foi solicitado apoio para a operação de recaptura dos presos foragidos. Já a SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) divulgou que está fazendo a recontagem dos presos com a ajuda do Grupo de Intervenção Rápida e da Polícia Militar.

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A capacidade da penitenciária é para 1122 presos, mas a lotação é de 1427.

A fuga em massa do presídio de Bauru causou transtornos à população. Por orientação da Secretaria de Educação do município, escolas foram fechadas na região do Núcleo Fortunato Rocha Lima depois que servidores foram deslocados para outras unidades próximas.

O medo de ataques após a fuga no CPP 3 afetou serviços e o comércio da cidade. Vários estabelecimentos comerciais de Bauru fecharam as portas e serviços como o do Poupatempo também foram fechadas e contaram com a proteção de vigilantes armados. Nem mesmo a prefeitura municipal da cidade escapou. Após orientação da PM o prefeito de Bauru, Clodoaldo Gazzetta, ordenou a interrupção do atendimento nos serviços municipais. O atendimento só foi normalizado após as 14 horas. #Crise