A violência doméstica e psicológica contra Isamara Filier, de quarenta e um anos era conhecida. O nome dela virou assunto nas manchetes, pois Isamara foi morta pelo ex-companheiro, Sidnei Ramis de Araújo, na virada do ano. Ela e outras onze pessoas, incluindo o filho do casal, João Victor, de oito anos, foram friamente assassinados no 31 de dezembro de 2016. Sidnei se matou após cometer os crimes. A chacina, realizada, em Campinas, interior de São Paulo, poderia ter sido evitada. Provas publicadas nesta terça-feira, 3, pelo site da revista Veja, mostram como isso poderia ter acontecido. Entre os anos de 2005 e 2015, a vítima do abuso masculino fez seis denúncias contra o marido.

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Uma das denúncias, inclusive, era de abuso sexual contra o filho do casal. Essa denúncia foi feita no ano de 2012, quando o garoto tinha apenas quatro anos de idade. O suposto abuso jamais foi comprovado pelas autoridades. A falecida chegou a colocar um vídeo como suposta prova do #Crime, mas pelo fato do material não rodar na máquina do juiz, a prova foi descartada pelo mesmo. A primeira queixa de ameaça de morte foi feita em 2012. Meses depois, uma ligação dizia 'Vou te Matar'. Durante uma visita monitorada, ele teria empurrado a ex-mulher, que caiu. Em 2014, o marido apareceu em um arquibancada de futebol, descumprindo uma ordem judicial de ficar longe da criança. Um ano depois disso, ele mandou Isa procurar conversar com o diabo, pois nem Deus seria capaz de ajudá-la.

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Apesar de fazer as denúncias, Isamara, segundo a polícia, não queria receber as medidas de proteção previstas na Lei Maria da Penha. Um dos focos da investigação agora é descobrir quem vendeu a arma para o assassino. Os agentes ainda vão ouvir testemunhas e parentes das vítimas. O homem também estava amarrado em seu corpo com dez explosivos, o que poderia ter provocado um estranho ainda maior. O terrorismo à brasileira chamou a atenção de todo o país e o que veio após ele também. O garoto morto, por exemplo, dizia que mataria o pai quando crescesse. #Investigação Criminal