Um cliente de programas sexuais bancou o esperto ao furtar os pertences de um travesti de Praia Grande, no Litoral de São Paulo, e acabou se dando mal. Seu rosto e seus contatos foram parar nas redes sociais e até na mídia local.

Nesta história pra lá de inusitada, a profissional do sexo, de codinome Dayane Larraya, foi às redes para contar sua péssima experiência e tentar obter ajuda dos internautas. Ela relatou em um post no Facebook que homem que a contratou simplesmente fugiu com pertences. Ambos foram para um motel na Cidade e quando ela foi ao banheiro ele aproveitou para levar a bolsa do travesti, trancando-o no quarto.

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O espertalhão havia pedido para Dayane adicioná-lo do Facebook e não imaginou que esse seria seu maior erro. Como ela tinha acesso a todas as informações do perfil dele, achou por bem denunciá-lo na própria rede social. No post ela publicou duas fotos do cliente ladrão e pediu ajuda aos amigos virtuais para compartilhar o apelo, na esperança de que o post a ajudasse a ter seus documentos e pertences e volta.

Deu certo. A profissional do sexo conseguiu ser ressarcida pelos próprios parentes do espertalhão no mesmo dia, apenas algumas horas depois do post ser publicado. O post se espalhou até que os familiares entraram em contato, oferecendo uma indenização para tentar reparar o mal. Em troca, Dayane resolveu abrir mão de um boletim de ocorrência e se comprometeu a não denunciar formalmente o ladrão.

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Também decidiu retirar as postagens da internet.

O cliente havia marcado um programa com Dayane no último domingo (8), horas antes dos dois se encontrarem no motel. Ela se disse revoltada após ser ludibriada em pleno exercícios de suas funções.

Para a imprensa local a suposta vítima contou que o programa foi efetivado e ela já tinha até recebido o pagamento do cliente quando pediu licença para ir ao banheiro. Quando retornou, percebeu que havia sido alvo do larápio. Além do rapaz ter utilizado os serviços de Dayane de graça, já que pegou de volta a quantia que havia entregue como pagamento, ele ainda levou todo dinheiro e vários objetos pessoais da vítima. Para fugir com segurança, trancou o travesti no quarto.

Dayane precisou pedir socorro à recepção pelo interfone para poder sair do estabelecimento. Ela refletiu o quanto a profissão traz riscos, uma vez que o sujeito saiu sozinho do motel sem levantar suspeitas. “E se tivesse me agredido ou até matado”, pergunta.

No post, Dayane se refere ao cliente como “infeliz”. Apesar de lamentar a experiência, ela está satisfeita por poder comprar um celular novo com o dinheiro que recebeu a título de ressarcimento informal. Mas pede para que as colegas de atividade tenham cuidado para não caírem na mesmo armadilha.

#Crime #Casos de polícia