O ano começou bastante movimentado nos presídios brasileiros. Muitas rebeliões foram registradas e com elas também mais de cem mortos. As autoridades mostraram-se confusas, em diversas ocasiões, para saber quantas pessoas realmente estava presas. No Rio Grande do Norte, por exemplo, após dias de motim, policiais conseguiram entrar na Penitenciária estadual de Alcaçuz. No local, uma nova cena macabra foi encontrada e os detalhes impressionaram até os policiais da perícia técnico científica. Pelo menos três crânios foram encontrados pelos peritos, como mostra uma reportagem do site da revista Veja publicado neste domingo, 22.

Um dos crânios estava completo.

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O outro estava em pedaços e em outro lugar havia um pedaço do osso que forma a cabeça humana. Isso porque apenas uma das áreas foi realmente visitada pelos peritos. Segundo consta, o espaço tem 40 fossas. Uma das foi esvaziada e as cabeças encontradas. De acordo com a veja, os três crânios estavam na fábrica de bolas e no pavilhão 3. No entanto, outras trinta e nove fossas ainda devem ser periciadas e, com isso, o número de achados mórbidos pode acabar aumentando. Acredita-se que pelo menos os corpos ou pedaços dos corpos dessas cabeças possam ser encontrados.

A segunda tarefa difícil será saber de quem pertence os restos mortais, já que a penitenciária não dá falta de um ou mais detentos especificamente.

Os pavilhões também só foram vistoriados parcialmente, já que o controle de Alcaçuz ainda permanece com os detentos.

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As buscas foram efetuadas nos prédios de número dois e quatro, que estão vazios atualmente. O cinco, onde está o PCC, e os pavilhões um e três não puderam ser checados. A rebelião de Alcaçuz teve seu dia mais sangrento em 14 de janeiro, quando houve 26 assassinatos. Quatro desses corpos ainda não foram identificados. Três deles foram carbonizados e devem demorar ainda mais para serem liberados. Segundo o instituto que faz a perícia, alguns dos corpos recolhidos não teriam suas cabeças. Não foram mencionados quantos. #Crime #Investigação Criminal