Na tarde deste último domingo (01), uma professora do menino assassinado pelo pai juntamente com a mãe e mais dez pessoas, resolveu falar sobre a convivência da criança com o homem. O crime que chocou o país aconteceu em Campinas, São Paulo, na virada deste ano novo, em uma casa onde a família festejava. Sidnei Ramos de Araújo entrou na residência e matou o próprio filho João Victor Filier de Araújo, de 8 anos, a ex-mulher Isamara Filier, e mais dez pessoas que participavam da confraternização. Aos poucos as nuances dessa história vêm sendo reveladas e dessa vez foi a professora Tatiana Ferreira, que deu aula para a criança em 2015, que resolveu falar.

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Segundo ela, o menino não gostava do pai e chegava a ter medo dele. Em uma das comemorações de dias dos pais em que as crianças são estimuladas a fazerem pequenas lembrancinhas aos genitores, João Victor, teria dito a ela que quando fosse grande mataria o pai. A relação entre Sidnei e Isamara teria ficado mais complicada depois que o homem, autor da chacina, foi acusado em 2012 de abusar sexualmente do filho, no período em que ainda eram acertados os dias de visitas entre o casal. Na ocasião Sidnei foi liberado das acusações por falta de provas que o imputassem no #Crime, no entanto, uma medida protetiva o impedia de que ter contato livre com o filho como tinha antes. Ele passou, por exemplo, a não poder buscar a criança na escola, e só poderia visitá-lo em domingos alternados em um período curto que se restringia à manhã.

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A professora foi ao velório das doze pessoas mortas, e disse que ainda não pode acreditar no crime bárbaro. Segundo as investigações da polícia Sidnei teria planejado toda a ação. Além do gravador encontrado no carro com mensagem ao filho, duas cartas foram enviadas a amigos, uma direcionada também à criança, e a outra, a uma namorada. Nelas ele dizia que diante da situação em que vivia, já se sentia preso, e que não se importava de ser detido pelo ato que cometeria, e muito menos tinha medo de morrer. E ainda que se fosse preciso, ele arrastaria toda a família com ele, uma vez que teriam sido eles os responsáveis pelo seu sofrimento. O homem pulou o muro da casa da família minutos antes da virada do ano e começou a atirar nas pessoas. Doze pessoas morreram e três ficaram feridas, duas outras só sobreviveram porque conseguiram se esconder no banheiro. A polícia ainda investiga novos vestígios dessa terrível tragédia. #Investigação Criminal