Foi no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em #Manaus, que um sangrento massacre chocou o Brasil no início desse ano. Ao todo, 56 presos foram mortos no interior do presídio e mais de 180 fugiram da cadeia - muitos deles seguem foragidos.

Neste domingo, uma reportagem exibida pelo programa Fantástico, da Rede Globo, deu mais detalhes sobre o funcionamento deste presídio em Manaus. Em 2013, lembrou a matéria, as condições já se mostravam desumanas, com uma flagrante ausência do poder público sobre as ações dos detentos.

Um policial entrevistado, que demonstrou muito conhecimento sobre o Compaj, revelou que armas, celulares e drogas entram livremente nas dependências do complexo.

Publicidade
Publicidade

Um vídeo de 2013 mostrava vários internos felizes e sorridentes formando uma fila para consumir cocaína.

De acordo com este policial, o fato da área de presos do regime semi-aberto funcionar ao lado do regime fechado "auxilia" na distribuição de drogas, armas, celulares e outros objetos. Em resposta às rebeliões sangrentas recentes em Manaus, o governo local solicitou o apoio do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) para ajudar na gestão das prisões do Estado.

Para tentar amenizar os efeitos da crise penitenciária, o Ministério da Justiça marcou para o próximo dia 17 uma reunião com todos os secretários de segurança do Brasil. O objetivo é acelerar a execução dos recursos liberados pelo Palácio do Planalto para essa área ainda no ano passado e também implementar "medidas imediatas" previstas no plano nacional de segurança, detalhado pelo ministro Alexandre de Moraes na última sexta-feira.

Publicidade

#Morte