Na manhã desta terça-feira (17), os detentos da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, voltaram a se rebelar devido a uma briga entre facções, no Rio Grande do Norte. Uma rebelião havia estourado no fim de semana e durou cerca de 15h. No sábado os presos da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), que ficavam no pavilhão cinco, conseguiram quebrar as grades e entrar no pavilhão quatro onde ficavam os detentos da facção rival Sindicato do #Crime. Ao todo, vinte e seis detentos foram mortos.

A rebelião foi apaziguada na tarde do último domingo, e a situação parecia controlada, no entanto, hoje pela manhã um novo motim se formou no pátio da casa de detenção.

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Dessa vez os presos que estão nas alas 1,2,3 e 4, tentaram entrar no pavilhão do PCC como represália a ação do fim de semana. Segundo os policiais que já chegaram ao local, os presidiários estão fortemente armados, com madeiras, ferros retirados das grades das galerias e facas feitas com materiais recolhidos dentro da própria penitenciária.

Os criminosos fizeram barricadas, que estão separando os grupos contrários um do outro. Além disso, atearam fogo nos colchões e usam armários para separar o pátio entre os grupos. O governo federal já encaminhou para o estado, homens da Força Nacional que começaram a fazer uma ronda ao entorno dos muros do presídio para evitar a evasão dos presos. Por volta de meio dia de hoje, vários disparos foram sentidos pelo lado de fora das grades. Ainda não se sabe precisar se existem outras vítimas dentro da unidade.

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Os agentes penitenciários, juntamente com os policiais da equipe tática e os homens das forças armadas já identificaram os homens que seriam os líderes das duas principais facções. Eles foram os responsáveis pelos ataques no fim de semana, já foram ouvidos pela polícia e serão transferidos da unidade. Apesar de todo o tumulto, o governador do estado Robson Faria, insiste em dizer que a rebelião está controlada e que não há motivos para maiores preocupações.

Ele falou à imprensa e relatou que desde o último motim, os agentes já conseguiram estabelecer controle sobre o que está acontecendo. Apesar, das declarações, por volta de 13h de hoje vários presos foram vistos levando outros detentos feridos com carrinhos de mão para um local do pátio. Existe a suspeita de que ainda existam mais cinco corpos dentro de Alcaçuz, o Corpo de Bombeiros está preparando uma vistoria ao local para encontrar outros mortos. A situação é crítica em todo o país e os estados esperam uma resposta do governo para poder conter a crise atual do nosso sistema prisional.

#Casos de polícia