Uma vez o homem mais rico do Brasil, o empresário Eike Batista agora é oficialmente um fugitivo da justiça. Ele é alvo em uma nova fase da Operação Lava Jato. De acordo com seu advogado, Eike Batista está viajando para o exterior e deve se render voluntariamente quando voltar ao Brasil.

Eike Batista é acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e fraude. A última operação policial investiga ocultação de US$ 100 milhões (R$ 318,5 milhões) entre 2002 e 2007no exterior.

Em um novo desdobramento da Operação Lava Jato, o empresário é acusado de ter pagado US$ 16,5 milhões (R$ 51,5 milhões) em propina ao ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, através de um falso contrato de venda de uma mina de ouro.

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O falso contrato foi firmado em 2011.

A trajetória do empresário Eike Batista também reflete a trajetória do Brasil. Em 2011, ele era um bilionário em ascensão, proprietário da sétima maior fortuna do mundo. E quando ele disse que se tornaria o homem mais rico do mundo, poucos duvidaram de sua suposição.

Ele era exatamente como o Brasil, que naquela época tinha uma taxa de crescimento de 7%, enquanto o resto do mundo estava cambaleando dos amargos efeitos da crise econômica de 2008. Eike e Brasil eram competitivos e ousados. Hoje, porém, é seguro dizer que ambos estão em crise.

Cinco anos atrás, Eike Batista possuía uma fortuna de US$ 30 bilhões (R$ 95,5 bilhões), 14 negócios em indústrias, que vão desde mineração a eventos. Ele captou mais de R$ 30 bilhões em investimentos, um terço dos quais veio do BNDE (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que pertence ao governo federal.

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De acordo com a revista Time , ele estava entre as 100 pessoas mais influentes no mundo. A joia da coroa do Grupo EBX, pertence a Eike Batista, era uma empresa de mineração, que extrairia mais de US$ 1 trilhão em petróleo e gás. No auge, a empresa valia cerca de US $ 19,9 bilhões.

Mas a promessa não era real. A produção de petróleo foi muito menor do que o esperado, o que prejudicou a confiança dos investidores. Em apenas 12 meses, a empresa perdeu 96% do seu valor. Em 2013, a empresa de mineração da Eike tinha US$ 5,1 bilhões em dívidas e apresentou pedido de proteção de falência.

Mesmo quando seus negócios despencaram, Eike fez uma tonelada de dinheiro vendendo suas ações - e foi acusado de fraude e crimes de insider trading. Ele teve a maior parte de seus bens apreendidos pela Justiça e pode pegar até 13 anos de prisão.

Eike Batista foi então removido da lista Forbes Richest Men Alive, a lista dos homens mais ricos do mundo da revista Forbes. Apenas uma de suas empresas ainda está em pleno funcionamento. #Política #Economia