A Polícia Federal prendeu na manhã desta segunda-feira (30) o empresário #Eike Batista após ele voltar de uma viagem aos Estados Unidos. O avião do empresário pousou no aeroporto do Galeão, no RJ, por volta das 9h50 e estava sendo esperado por agentes da Policia Federal. Eike foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) para realização do exame de corpo de delito.

Outros alvos da #Operação Calicute são: Luiz Carlos Bezerra, Sergio de Castro Oliveira, Álvaro José Galliez Novis, Francisco Assis Neto, Thiago Aragão e o advogado Flávio Godinho.

Inicialmente, Eike estava no presídio Ary Franco, localizado em Águas Santas, Zona Norte do Rio de Janeiro, mas já foi transferido para o presídio Bandeira Stampa, mais conhecido como Bangu 9, que fica na Zona Oeste do Rio.

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Já em sua nova "residência", o empresario ficará em uma cela com capacidade máxima para até seis presos e é conhecida internamente por "Cela de Faxina". A maior parte dos detentos do presídio de Bangu 9 são agentes de segurança pública que foram detidos por envolvimento com as milícias do estado do Rio de Janeiro. Antes de sua transferência para a unidade prisional de Bangu 9, o empresário teve sua cabeça raspada.

Eike Batista já chegou a ser o sétimo homem mais rico do mundo, mas hoje é um ex-bilionário. O empresário foi preso no âmbito da Operação Eficiência, que é um desdobramento da Operação Calicute. Segundo as investigações, Eike Batista repassou cerca de 16,5 milhões de dólares em propinas para o ex-governador do estado do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, do PMDB, por meio de contas no exterior.

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Quando comparadas as duas unidades prisionais pelas quais Eike passou, temos a seguinte informação de super lotação: o Bangu 9 tem capacidade para apenas 992 internos e atualmente conta com 1.865, já o presídio de Ary Franco tem 968 no limite de vagas, mas conta com 2.129 detentos.

Como o empresário não possui formação superior completa, está sujeito a ficar em presídio comum. Ele deve prestar depoimento ainda essa semana.

#Polícia Federal