Nesta segunda-feira, 30, o empresário Eike Batista, homem que chegou a ficar na lista dos dez mais ricos no mundo, decidiu voltar ao Brasil. Ele pegou um voo em Nova York, nos Estados Unidos, e por volta das dez da manhã, no horário de Brasília, chegou ao Rio de Janeiro. Um carro da Polícia Federal o pegou no aeroporto e o levou para o Instituto Médico Legal (IML), onde Eike ficou por cerca de trinta minutos. Ele está agora em um presídio da cidade maravilhosa. De acordo com informações da coluna 'Radar', do site da Revista Veja, em reportagem publicada nesta segunda, Batista estaria com medo de ser morto na prisão.

Em entrevista a um jornalista da TV Globo, que acompanhou a viagem ao Brasil, Eike disse que apenas se colocaria às ordens com a polícia e evitou frases como "delação bombástica" ou "segredo revelado".

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Segundo o empresário, isso soaria piegas, mas que ele contaria sim tudo o que aconteceu. Eike foi além e disse que espera que, a partir de agora, efetivamente, seja um tempo de mudanças no Brasil e que as empresas não tenham que ser obrigadas a se meterem em esquemas de corrupção para serem competitivas. Acredita-se, no entanto, que Batista "saiba demais" sobre alguns nomes da política brasileira, como do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. O último, inclusive, já está preso.

No entanto, a morte de Batista, como o site da Revista Veja comenta, pode ser conveniente para muitas pessoas. O que estaria preocupando o empresário, no entanto, é o fato dele não ter diploma de ensino superior e, por isso, pode ser colocado em uma cela comum, que tenha vários outros presos.

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O empresário ainda doou vinte milhões de reais para o projeto das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Batista foi um dos maiores patrocinadores desse projeto de Sérgio Cabral, que acabou prendendo muitos nomes ligados ao tráfico de drogas. Estes nomes, é claro, não gostam muito do nome que no passado foi muito admirado em todo o Brasil. #Crime