Os detalhes da tragédia que matou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), #Teori #zavascki, ainda estão sendo contados por toda a família, amigos e também pessoas que estavam nos bastidores da viagem que ele faria para São Paulo, na tarde de ontem, dia 19 de janeiro, quinta-feira. De acordo com o filho do ministro, Francisco Preh Zavascki, seu pai estava bastante preocupado com o seu futuro diante das investigações da operação Lava Jato. O medo que o filho relatou é de que o seu pai sofresse um atentado.

Segundo Francisco, Teori tinha uma frequente "preocupação com o que tinha para acontecer", já que o magistrado teve acesso a informações privilegiadas da operação que envolve dezenas de políticos, empreiteiros e grandes empresários.

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Teori faleceu em meio às águas da cidade de Paraty, Costa Verde do Rio de Janeiro, próximo à Ilha Rasa, após seu #avião cair.

"Ele realmente estava muito preocupado. Ele teve acesso a informações que tinham deixado ele bastante preocupado com o futuro", lembrou o familiar do ministro. Francisco, ainda muito abalado com todo o acontecimento recente, concedeu a entrevista com exclusividade para o site G1, da Globo, em seu escritório na cidade de Porto Alegre.

Francisco também disse que o pai não entrava em particularidades da investigação da Lava Jato e nem das delações. O rapaz alegou que o pai era uma pessoa muito fechada quanto a isso e não evitava falar sobre o trabalho próximo à família, já que fazia parte de um processo muito sério e perigoso.

O filho de Teori Zavascki lembrou também que o pai queria logo que saísse a homologação do processo para que pudessem iniciar as investigações e cumprir o papel dele como ministro do STF pois "temia pela vida".

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Ele também lamentou que muitas informações foram guardadas com seu pai e elas agora estão perdidas.

Com a morte de Teori, o presidente da República, Michel Temer (PMDB), tem a obrigação de nomear uma nova pessoa para ser o relator dos processos.

Mesmo com tantas especulações sobre a morte ter sido um atentado, Francisco afirmou que ainda seria "leviano" fazer conclusões sobre o que aconteceu. Além disso, ele lamentou e teme para o laudo da perícia, pois "não gostaria de ser órfão de um pai assassinado".

O rapaz torce apenas para que tudo não tenha passado de uma fatalidade, "que tenha chegado a hora dele".