A Família do Norte - FDN, facção criminosa que disputa com o PCC (Primeiro Comando da Capital) a hegemonia do tráfico de drogas no Brasil, tem planos de realizar atentados com bombas no Brasil. Para realizar a ação, a FDN se aliou às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que tem experiência em ataques terroristas. O modo de operação é similar ao utilizado pelo Cartel de Medellín, comandado por Pablo Escobar no início dos anos de 1990. Os atentados teriam como alvos promotores e agentes públicos do Amazonas que trabalham contra os interesses da facção criminosa. As informações são da da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas.

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Um dos alvos dos atentados que estão sendo planejados é o secretário de segurança pública do Amazonas, Sérgio Fontes.

A ordem para que os atentados sejam realizados já foi dada, no início de janeiro, mas a FDN ainda está na fase de planejamento dos ataques. Os locais dos ataques, entretanto, já estão definidos: Ministério Público do Amazonas e Tribunal de Justiça, ambos em Manaus. O plano prevê que as bombas sejam colocadas em malas e explodidas remotamente no momento em que os alvos se aproximassem, o que pode provocar a morte de pessoas inocentes que estejam próximas ao local da explosão.

Auxílio estrangeiro

A Família do Norte já fez um "ensaio" do ataque, mas concluiu que a ação não foi bem sucedida. Por isso, os líderes da facção decidiram solicitar apoio estrangeiro para a confecção das bombas.

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De acordo com os investigadores da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas, estes estrangeiros são colombianos, o que levanta a suspeita de que tratam-se de guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (#FARC).

A brasileira FDN e a colombiana Farc já possuem acordos de cooperação para o transporte de drogas de outros países para o Brasil. De acordo com o Ministério Público Federal, a parceria envolve também a compra e venda de armamentos, como fuzis AK-47, lançadores de foguetes e submetralhadoras Uzi. A Farc é considerada pelos governos dos EUA e da União Europeia como uma "organização terrorista", com atuação não apenas na Colômbia mas também no Peru, Venezuela, Argentina, Paraguai e, agora, no Brasil. #Terror #Terrorismo