Segundo o G1, foi anunciada na noite desta sexta-feira (13) uma nota desagradável para os pacientes que tratam de hemodiálise. Conforme informações da assessoria do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), os pacientes com problemas crônicos nos rins estão sendo liberados, mas continuam nas dependências do hospital por alegarem que as clínicas onde fazem o tratamento estão lotadas.

De acordo com o Huse, dos 30 pacientes que recebem atendimento na urgência dialítica do hospital, 19 já foram liberados, mas não devem sair por não terem onde continuar o tratamento. Existe ainda paciente que está há quatro meses no hospital.

Segundo a coordenadora administrativa do Hospital de Urgência de #sergipe, Aline Bastos, os pacientes não pode deixar os leitos, devido à dependência do complexo procedimento de filtragem do sangue, que ocorre três vezes na semana.

Publicidade
Publicidade

“As clínicas ressaltam que não podem mais atender os novos pacientes por atingir a sua capacidade. E nós do Huse não podemos liberar os pacientes sem ter a certeza de saber se vão ter acesso ao tratamento de hemodiálise ambulatorial”, explica.

Ao doente renal crônico são disponibilizados três lugares para tratamento, um na capital do estado, outro no município de Itabaiana e outro em Estância, este último aberto recentemente. A denúncia foi realizada na sede da Associação dos Renais crônicos do estado, que averiguou os motivos aparentes.

Em conversação com os donos das clinicas que prestam o serviço, o presidente da Associação dos Renais Crônicos de Sergipe, escutou a explanação de cada um. A primeira ressaltou que pediu aos usuários o relatório de transferência. Outra clínica revelou que a desistência de 35 pacientes foi necessária para fazer uma reforma no espaço Após a conclusão da obra, a clínica voltará a receber os pacientes conveniados pelo SUS.

Publicidade

“A última das clinicas deu uma explicação de forma contraditória. Argumentou que a implantação do novo estabelecimento acabou retirando usuários dela e que, por isso, não os receberia mais. Se houve perdas, consequentemente surgiram novas vagas. A desculpa não é justificável”, ressaltou o representante da Associação dos Renais Crônicos de Sergipe.

Os repórteres do G1 buscaram informações na prefeitura de Aracaju para saber sobre o responsável pela contratação das clinicas. Porém, a Secretaria Municipal de Saúde informou que já foram pedidas auditorias para a análise dos casos e buscando. O órgão informou que busca resolver o problema, a fim de que as clínicas voltem a funcionar em atendimento integral aos pacientes, conforme firmado no contrato. #prefeitura #Saúde