O Brasil virou notícia no mundo todo depois das mortes de presidiários em uma cadeia de Manaus, capital do Amazonas. Em uma rebelião arquitetada pela facção Família do Norte (FDN), 56 integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) foram assassinados com requintes de crueldade dentro Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj). As famílias dos detentos mortos, muito provavelmente, serão indenizadas pelo Estado.

Indenização

A Defensoria Pública do Amazonas, de acordo com informação divulgada pelo Estado de S. Paulo, pedirá ao governo do Estado que indenize cada uma das famílias dos presos mortos.

De acordo com o texto, 64 famílias serão indenizadas com valores de R$ 50 mil.

Publicidade
Publicidade

O valor total chega a R$ 3,2 milhões, que sairão dos cofres públicos para as famílias enlutadas pela morte dos entes queridos que estavam presos no Compaj, em Manaus.

Segundo um defensor público ouvido pelo Estado de S. Paulo, algumas famílias poderão receber, além da #indenização, pensão mensal. A defensoria pública vai receber as famílias dos mortos nas próximas semanas. O encontro será para coletar dados e definir o valor que cada família receberá.

Por que indenizar as famílias?

Desde que as mortes ocorreram, no primeiro dia do ano, já circulava na internet críticas ao suposto pagamento de indenização às famílias dos detentos assassinados por outros internos.

Em algumas postagens, como a que pode ser vista abaixo, havia a comparação entre as famílias dos detentos, que vão receber multa indenizatória, com as famílias das vítimas dos presidiários, que nunca receberam atenção do Estado.

Publicidade

Mas, afinal, por que isso acontece? A indenização é paga porque a justiça entende que os presidiários estavam sob a tutela do Estado ao ficarem presos. Por isso, se algo acontece a eles, mesmo que seja no confronto com outros detentos, a responsabilidade é totalmente do Estado.

Desde o começo do ano já foram 56 mortes no Amazonas e 31 em Roraima. Tudo indica que os crimes não devem parar de acontecer em presídios Brasil afora, porque a briga entre facções está fora de controle e sem previsão de acabar. #PCC #Crime