A Copa do Mundo sofrerá mais um inchaço no futuro. Em reunião realizada neste domingo (8), em Zurique, na Suíça, a FIFA fechou um acordo para que a principal competição de futebol do planeta passe a contar com 48 seleções a partir da edição de 2026. Um aumento de 50% em relação ao número que vem sendo usado atualmente e o dobro de 22 anos atrás, quando em 94, “apenas” 24 países estiveram representados no torneio. Na próxima terça-feira (10), no Conselho da entidade, a decisão deverá ser ratificada. Quem revela a informação é o repórter do jornal O Estado de São Paulo, Jamil Chade.

A definição de quantas vagas cada continente passaria a ter será feita apenas em março, mas especula-se que 16 vagas seriam destinadas ao continente europeu, 9 ou 10 para a África (essa décima vaga seria disputada em uma repescagem), 8 ou 9 para a Ásia (uma seria por repescagem), 6 ou 7 para a América do Sul e também para a América do Norte e Central, a sétima vaga de ambos também seria definida por meio de repescagem.

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A Oceania ficaria com uma vaga direta.

Para a Copa de 2018, a Europa terá direito a 14 vagas, já incluindo a da anfitriã Rússia, a África terá 5, América do Sul e Ásia terão quatro vagas diretas e ainda disputarão uma quinta na repescagem, a América do Norte e Central terá 3 vagas diretas e disputará uma na repescagem e a Oceania terá que disputar sua única vaga na repescagem.

De acordo com a (possível) nova fórmula de disputa, as 48 seleções seriam dividas em 16 grupos de três, com as duas melhores avançando para a segunda fase, que a partir de então, seria disputada em sistema de mata-mata.

Outra informação revelada pelo jornalista brasileiro seria uma possível unificação entre as eliminatórias Sul-Americana e da Concacaf. Isso porque a #FIFA teme que com a possibilidade de até sete – dentre as 10 seleções – da América do Sul irem ao Mundial, criaria um desinteresse pelo torneio eliminatório.

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Além do número de times, o que também aumentaria seria o faturamento da FIFA com a #Copa do Mundo. De acordo com a Agência AFP, as receitas com o Mundial com 48 seleções ultrapassariam a casa dos 4 bilhões de dólares. Para a Copa do ano que vem, na Rússia, a estimativa de faturamento gira em torno de 3,5 bilhões de dólares. #Seleção de Futebol