A polícia enquadrou e levou para a delegacia um grupo que praticava tiro ao alvo em um local inadequado, colocando a vida de pessoas em risco.

Os integrantes participavam de um curso de tiro e agora o suposto instrutor está sendo investigado. A polícia quer saber se ele tinha permissão para fazer esse tipo de treinamento.

O flagrante foi filmado pelos próprios policiais e o vídeo está percorrendo as redes sociais. As imagens começam com todas as pessoas ajoelhadas e com a mão na cabeça.

A autoridade policial questiona a atividade. “Imagine um instrutor responsável por isso? Dando tiro em um local como esse? Sem barreira, sem nada.

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Rapaz, o que é isso?”.

Um dos abordados, que supostamente seria o responsável pelas aulas, tenta se explicar: “Deixa eu explicar...”

O policial rebate: “Você não tem instrução de tiro não né? Desse jeito? Olha esse alvo aqui. A munição tá pegando na casa dos moradores lá trás”.

Outro policial fala: “Quase acertou uma criança”.

“Ia pegando em nós”, o outro agente completa.

O suposto professor de tiro ainda tenta alegar que todos os moradores da área estavam sabendo da atividade. Mas o policial não se convence. “Todo mundo vai para a delegacia. Tem muita testemunha. Eu vou levar você pra ver onde essa munição estava chegando rapaz”.

Após cerca de 2 minutos e 10 segundos mostrando todo o material utilizado e o terreno onde ocorre a atividade, o vídeo termina. Mas o material não deixa claro a cidade onde o treinamento irregular estava sendo feito.

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No Brasil, não é possível escolher um local qualquer e iniciar treinamentos de tiros, ainda que a pessoa seja credenciada e tenha permissão para usar arma.

De acordo com a legislação específica que trata de porte de armas de fogo, aqueles que têm autorização para portar ou transitar com armamento, em caso de treinamentos particulares, precisam procurar a Polícia Federal para saber quais são os tipos de terrenos e locais viáveis para a prática.

De acordo com a lei 10.826 essa autorização é necessária para não colocar a vida de terceiros em risco.

#Crime #Casos de polícia