João Victor tinha oito anos. Ele era um menino muito animado e estudioso. No entanto, ele chamou a atenção nos últimos tempos de seus professores, pois disse que assim que crescesse, mataria o próprio pai, Sidnei Ramis de Araújo. O técnico de enfermagem é o autor do #Crime que matou doze pessoas na cidade de Campinas, em São Paulo e depois se matou. Aos poucos, a relação dessa família vai sendo aberta à sociedade. Um dos motivos que teria levado Isamara, ex-mulher de Sidney - que também morreu na chacina - e que tentava o divórcio, a se separar foi um abuso sexual. Isamara tentava conseguir a guarda da criança, mas a justiça não conseguiu comprovar que realmente aconteceu um estupro do filho pelo pai.

Apesar disso, o convívio entre os dois era bem restrito.

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Na época da acusação, João tinha apenas três anos. O pai podia ver o filho a cada duas semanas, entre nove da manhã e meio dia. Na justiça, Sidnei tentava há anos reverter essa decisão, mas não tinha sucesso. Por conta disso, apenas a mãe podia buscar o menino na escola. O cuidado em torno da criança era grande. As professoras, em entrevista ao UOL, disseram que João falava muito mal do próprio pai durante as aulas e que, assim que crescesse, o mataria. No entanto, na virada do ano, o garotinho acabou sendo morto por quem deveria defendê-lo.

Uma das professoras que confirmou a vontade do menino em matar o pai foi Tatiana Ferreira. Ela disse que deu aula para o menino no ano de 2015. A revelação de que João odiava Sidnei teria ocorrido durante os festejos do Dia dos Pais. O menino não quis fazer nenhum presente para quem era o seu pai, dizendo que não tinha qualquer afeto positivo por ele.

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A professora esteve no domingo, 1, no cemitério da cidade, onde as doze vítimas da tragédia de Campinas foram veladas. Após matar tanta gente, Sidnei se assassinou. Além de levar a arma automática que fez os disparos, ele estava amarrados a bombas.

Na sua opinião, o que pode ter feito o pai e o filho aparentarem mentes doentias? Comente. #Investigação Criminal