Foram 60 presos em pouco mais de vinte e quatro horas e em três presídios diferentes. Essa é a situação do sistema carcerário da capital do Amazonas, Manaus. A barbárie registrada no Norte do país teve repercussão internacional e até o Papa Francisco já falou, argumentando que as autoridades precisam tratar com mais humanidade quem está atrás das grades. Em entrevistas, o governador José Melo, do Pros, revelou que por conta da matança nos presídios do estado que governa, as mortes serão indenizadas. O pagamento será feito às famílias dos presos e a quantia não foi revelada oficialmente. José Melo segue apenas uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que já deu indenizações do tipo para famílias de presos mortos na carceragem nos últimos tempos.

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O valor, comenta-se no meio jurídico, deve ser em média R$ 150 mil, dinheiro que daria paga pagar 150 salários mínimos, ou doze anos de serviços de um pai de família, não contando nessa soma os impostos a serem pagos para o Ministério do Trabalho, que elevam os gastos com o trabalhados doméstico. Mesmo sem uma confirmação oficial da quantia que vai ser paga, amazonenses se mostraram revoltados com a decisão do governador, que não apelou nem mesmo à justiça antes de dizer que os mortos seriam indenizados pelo estado. "Entendo que as famílias amassem os presos, mas essa não deveria ser a posição de um governador, especialmente em um momento de crise", disse um internauta no Facebook, que argumentou que hoje doze milhões de pessoas não consegue nem mesmo um emprego que paga R$ 1 mil por mês.

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O Tribunal de Justiça do próprio Amazonas já deu decisões em prol dos presos e de suas famílias. Como as mortes chegaram a sessenta, caso seja mesmo o valor reportado o pago às famílias, o governo terá que desembolsar nove milhões de reais. O #Crime que ocorreu na virada do ano chamou a atenção, até mesmo da Organização das Nações Unidas (ONU), que pediu que uma ampla investigação sobre o caso fosse feita pelas autoridades brasileiras. O que você achou disso tudo? Comente! #Investigação Criminal