O Brasil começou 2017 colecionando histórias de tragédias em presídios. Somente esse ano, cerca de três estados sofreram com violentas mortes causadas por brigas entre facções dentro das unidades prisionais. Nesse final de semana, a história se repetiu na Penitenciária de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte. O motim começou na tarde de sábado (14) e só terminou na manhã de domingo (15). Segundo informações da imprensa, 26 detentos foram mortos e outros nove estão internados em estado grave. Durante a rebelião, corpos foram decapitados e suas cabeças jogadas para o lado de fora das celas.

Familiares dos presos ficaram na parte externa do presídio durante toda a rebelião, no entanto, não conseguiram informações sobre as vítimas.

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Segundo as autoridades, vários corpos, além de decapitados, foram esquartejados e carbonizados. A perícia deve começar seus trabalhos na manhã dessa segunda-feira (16). Uma equipe de peritos e delegados foi montada para que a identificação e liberação dos corpos para os funerais aconteça o mais rápido possível.

O governo do estado informou que os principais líderes do motim já foram identificados e separados dos demais presos. Também foi informado que serão feitas algumas transferências para se evitar futuros conflitos. Os líderes da rebelião irão para presídios federais e outros 15 serão redistribuídos nas unidades prisionais do estado do nordeste.

O secretário de Justiça, Wallber Virgolino, informou que a rebelião começou no momento em que os presos do pavilhão cinco pularam os muros e invadiram o pavilhão quatro.

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Os detentos eram divididos de acordo com as facções as quais pertenciam. Na unidade cinco estavam os presos do Sindicato do Crime, na unidade quatro, os do PCC. Bombas de efeito moral foram jogadas para que diminuísse o conflito e assim evitasse que eles chegassem nas outras alas.

Durante entrevista, o secretário informou que a rebelião não teve nenhuma relação com as rebeliões no estado do Amazonas e de Roraima. "Não há confirmação de relação, mas, com certeza, as rebeliões naqueles presídios incentivaram o que aconteceu aqui", disse Virgolino. Ele classificou a cena como um “cenário de barbárie”. Além das 26 mortes, o secretário disse que o presídio ficou parcialmente destruído e não há previsão de reforma.

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#assassinato #Violência