Um vídeo está causando enorme repercussão na Europa, por levantar mais uma vez a xenofobia e o racismo de boa parte dos europeus contra imigrantes.

Nas imagens um homem de origem africana aparece se afogando em um canal da cidade italiana de Veneza, conhecia por suas gôndolas e rios.

De acordo com a imprensa, no vídeo os espectadores podem ser ouvidos gritando para o refugiado que luta para se manter vivo. Eles dizem, em tom irônico em meio a risadas: “Vá em frente, volte para casa”.

Entretanto, no conteúdo que aparece compartilhado em sites jornalísticos, o áudio foi retirado da edição.

De acordo com jornalistas que viram os conteúdos originais, o homem é oriundo da Gambia, na África, e acabou virando entretenimento para um grupo de europeus munidos de suas câmeras de celular e seu espíritos racistas.

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Segundo reportagem do tabloide britânico Mirror, um dos espectadores que está atrás das lentes dos celulares grita, protegido pelo anonimato, "África". Um terceiro berra, em tom sarcástico: “Ele é estúpido, ele quer morrer”.

As imagens postadas nas redes sociais rapidamente foram divulgadas por portais de notícias italianas.

Depois de algum tempo tentando sobreviver, três boias foram jogadas na água por um barco próximo, na tentativa de oferecer resgate à vítima.

Apesar da ajuda lançada na água, o africano não alcançou os apetrechos de salvamento, levantando especulações de que queria cometer suicídio. Essa tese, porém, não foi confirmada oficialmente.

O homem depois foi identificado como Pateh Sabally, de 22 anos de idade e natural da Gâmbia. Mas o Mirror não deixa claro se ele morreu.

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O que está nítido no texto do jornal inglês é que os espectadores perceberam o perigo a que a vítima estava exposta, mas preferiram filmar as cenas e se divertir com elas a entrar no canal para tentar ajudá-lo.

De acordo com a polícia, o afogamento foi registrado no último domingo (22).

Mais de 181 mil imigrantes chegaram à Itália por barco em 2016, a maioria provenientes da África Subsaariana. Esse número demonstra um aumento de quase 18 por cento em relação ao ano anterior, 2015.

A mídia italiana disse que Sabally tinha documentos que autorizavam o seu visto e residência na Itália.

#Crime #Casos de polícia