Recentemente, vazaram imagens em que Abel Paulino de Souza, que estava preso na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, na capital de #Roraima, Boa Vista, conversava com a sua esposa. Os dois conversavam através de uma rede social, por celular, ele na #Prisão e ela em sua própria residência. Sem aparentemente se atentar para esse fato, de um presidiário estar utilizando ferramentas que apenas homens de bem e livres usam, o portal Folha de S. Paulo foi até à residência da família de Souza para colher algumas informações da vida do rapaz.

Abel foi um dos 16 detentos que foram decapitados no ataque do PCC que deixou, ao todo, 33 mortos.

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De acordo com a matéria da Folha, Souza comentou com a sua esposa através do aparelho celular que algo estava muito estranho no presídio – antes de acontecer o massacre. De acordo com as mensagens, a esposa de Abel o perguntou se aquilo que ele estava percebendo tinha a ver com algum possível problema que prejudicaria a vida do seu marido. Ele respondeu que sim.

“Acho que vão matar gente aqui hoje. Tá tudo estranho. Se eu for, amo vocês todos. Amor, tá estranho aqui”, destacou. Segundo a Folha de S. Paulo, o inquérito de Souza mostra que ele não tinha passagem pelo sistema prisional de Roraima e estava preso a somente um mês, quando acabou morrendo nas mãos do PCC. O jornal conta que, com relação à prisão de Abel – pego pela Polícia Civil com supostamente algumas gramas de cocaína, crack e maconha ao lado de alguns parceiros, existe uma contradição.

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A Folha diz que o Instituto de Criminalística explica que as drogas estavam em posse dos três jovens – incluindo Souza – no entanto, os policiais estariam contando uma versão diferente.

Mesmo com a suposta contradição, os policiais civis dizem que “presenciaram quando Sousa deixou a droga na residência do [outro] adolescente”. No entanto, a Folha diz que não existe provas nos autos para comprovar tal afirmação.

Os policiais seguiram explicando que algumas informações que chegaram até eles indicavam que Sousa estava a receber ordens “para cuidar da droga”. #Folha de São Paulo