Jornalistas que trabalham na Globo estão sendo proibidos de citar os nomes das facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e a Família do Norte (FDN). Quando ocorreu o #massacre no dia 1 de janeiro, jornalistas da #Rede Globo chamaram a atenção por não pronunciar nenhum nome de facções, isso é por causa de uma regra interna da empresa.

Apresentadores e repórteres estão tentando "driblar" falas que se remetem as facções. Desde o acontecimento do massacre, grandes mídias enfatizaram várias notícias que envolvem a ação criminosa das facções, a Rede Globo buscou formas de passar as informações sem citar nome de nenhum comando presidiário.

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Segundo informações de seis jornalistas que trabalham e que já trabalharam na emissora, a proibição é para não dar "ibope" a grupos criminosos. Com isso, outras pessoas não seriam estimuladas a praticar atos criminosos e bandidos não seriam, de certa forma, "celebrados" pela mídia. O fato dos integrantes de facções cometerem ações graves e violentas, faz com que a emissora não "valorize" essas ações.

Desde a década de 1980 que a Rede Globo tenta não comunicar o espectador utilizando o nome das facções. Quando o Comando Vermelho (CV), do Rio de Janeiro, ganhou espaço na mídia, a emissora decidiu evitar a sigla em suas reportagens para não dar publicidade a facção.

A "GloboNews" e a Rede Globo levam à risca a regra, porém outras fontes como o site "G1" e o jornal "O Globo" não se intimidam em falar as siglas criminosas.

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Em certas reportagens, jornalistas admitiram ser praticamente impossível citar uma guerra e mortes sem dizer declaradamente o nome das facções que estão envolvidas.

A regra da emissora não está escrita em papéis, mas os jornalistas tentam ao máximo respeitá-las.

O massacre do dia 1 de janeiro deixou cerca de 60 detentos mortos, muitos foram decapitados. A guerra foi entre as facções PCC e FDN. As mortes aconteceram no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, Amazonas, antes do massacre mais de cem detentos fugiram. #Crime