De ajudante a apaziguar os ânimos a suspeito número um. É assim que está sendo visto pelas autoridades o papel do juiz Luis Carlos Valois na rebelião realizada no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, o COMPAJ. A prisão fica na capital do Amazonas, Manaus. O juiz já havia sido noticiado logo cedo, quando fez uma postagem no Facebook, na qual revelou que nunca viu nada do tipo em sua vida. Ele enfatizava para a quantidade de sangue e corpos cortados aos pedaços. De acordo com o Instituo Médico Legal (IML) do Amazonas foram 55 mortes, diferente da quantia dada pela Secretaria estadual de segurança, que falou em sessenta falecimentos. O juiz é suspeito de ter ligação com a chamada 'Família do Norte', uma facção criminal que coordena ações maliciosas na região.

Além disso, Luis Carlos foi alvo de apreensão na chamada 'Operação La Muralla'.

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A polícia federal conseguiu autorização para grampear o telefone do magistrado e descobriu que ele mantinha conversas constantes com a facção criminosa. Essa ligação explicaria o fato dele ser chamado nesse momento de rebelião, quando nem mesmo a polícia se atreveu a entrar no local. Luis conseguiu conversar com os presos e disse que eles queriam apenas a garantia de terem visitas frequentes e que ninguém fosse mais mudado de instituição. A rebelião no COMPAJ foi uma das três em menos de vinte e quatro horas no estado, que já pediu ajuda do governo federal, argumentando que não tem condições de garantir a segurança dos presídios e das regiões em volta deles.

O magistrado é acusado de ajudar a liberar presos do grupo FDN. Os Fortes indícios da ligação dele com a facção criminosa levaram o Superior Tribunal de Justiça (STJ) a apelar para as buscas e apreensões.

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Por meio de seu advogado, o juiz diz que jamais compactuou com qualquer prática criminosa e nega qualquer relação com o grupo FDN. A rebelião no Amazonas é a com maior número de mortos desde o massacre do Carandiru, em 1992. Naquele ano, 111 presos foram mortos na penitenciária paulista.

Alguns presos, ao fugirem da penitenciária do Amazonas, publicaram selfies no Facebook. Isso chocou até mesmo a polícia. #Crime