As rebeliões ocorridas no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) e mais quatro na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), na zona rural de Manaus (AM), resultaram no maior massacre de presos ocorrido no Brasil desde o da Penitenciária do Carandiru, em São Paulo, em 1992, quando 111 detentos morreram. Foram 56 mortes no Amazonas em revoltas que duraram 17 horas.

O ministro da #Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, anunciou, nesta segunda-feira à noite (2), que os responsáveis vão para unidades federais assim que forem identificados. Ele esteve reunido com o governador do Amazonas, José Melo, após as rebeliões.

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Ocorreram também confrontos entre pesos no Centro de Detenção Provisória Masculina (CDPM) e no Instituto penal de Antônio Trindade (Ipat). Fugiram 184 detentos e até agora menos de 25% dos presos foram recapturados - 144 presos continuam foragidos.

Foi anunciado que serão construídas mais três unidades prisionais. Haverá um repasse de R$ 45 milhões para o estado investir em unidades prisionais, segundo o ministro. As novas penitenciárias serão para separar os presos de acordo com a sua periculosidade e rescendência em crimes, de acordo com Alexandre de Moraes, medida que está prevista na Constituição desde 1988.

O ministro ofereceu ainda o envio de homens da Força Nacional de Segurança, mas o governador do Amazonas recusou a oferta. Segundo José Melo, a situação esta sob controle e é um caso isolado, A Policia Militar ficará com a segurança permanente dentro das penitenciarias.

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Serão feitas revistas periódicas a fim de aumentar a segurança nas unidades. Outra medida adotada é a formação de uma força tarefa para a identificação dos responsáveis pelas rebeliões.

Relatório feito há um ano por peritos da área de direitos humanos do governo federal já alertava para o risco de rebeliões em Manaus. Segundo o documento, os presos tinham se autogovernavam nas unidades prisionais. Na internet já ha diversos vídeos onde mostram as imagens fortes da briga entre facções dentro das unidades. Assista abaixo reportagem postada pelo Globonews em seu canal no YouTube.

#Crise #Crime