Imagine a situação: por motivos de doença na família você sai de casa por três meses para acompanhar um tratamento médico de um parente e quando volta descobre que outra família está vivendo no local.

Uma família de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, diz estar vivendo esse drama na vida real. Eles procuraram a polícia, mas ainda não conseguiram o direito de retomar a posse do imóvel.

Um casal que está na residência com os dois filhos alega que comprou a propriedade de uma mulher que se dizia dona. A mulher apontada é a tia de Fernanda Souza, a jovem que se diz vítima da invasão e que procurou a polícia.

Segundo Fernanda, a referida tia morava com ela e a mãe no imóvel.

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As três passaram esses três meses em São Paulo para acompanhar a mãe de Fabiana em um tratamento de saúde. Entrevistada pela imprensa local, mas sem mostrar o rosto, a tia da dona da casa diz que não conhece o homem que ocupa a casa.

Já o atual morador da residência, identificado como Eder Fabri, sustenta que está com a família no local há dois anos. Ele jura que adquiriu o imóvel da tia de Fernanda, dando uma entrada de R$ 160 mil e outras 20 parcelas de R$ 2 mil. Eder contou a mesma versão na delegacia, alegando que também é vítima porque foi enganado. Disse ainda que tem um contrato de compra e venda, mas não apresentou ainda porque não encontrou.

Já Fernanda Souza diz estar vivendo um pesadelo. Ao chegar de viagem, ela estranhou a movimentação na casa e se deparou com Eder. Ao informar que ela é a mãe são as donas do imóvel, comprado por seu pai, já falecido, ele ficou nervoso e mandou ela sair de lá, fazendo inclusive ameaças.

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Como a mãe de Fernanda é idosa e está doente, ela decidiu recuar.

Fabiana só conseguiu entrar na casa com a presença da polícia, para tentar pegar alguns pertences. Ao entrar, percebeu que nenhum dos antigos móveis estavam mais lá. Nem mesmo o carro que a família havia deixado na garagem se encontrava no local.

A história está sendo investigada pela Polícia Civil, que apura se houve os crimes de invasão de propriedade e furto. Fabiana e os parentes não sabem quando poderão voltar e foram orientados a pedir a reintegração de posse na Justiça.

#Investigação Criminal