O início de 2017 tem sido preocupante para a segurança pública de Manaus. Em menos de 24 horas, três rebeliões marcaram o sistema prisional do estado do Amazonas, contendo fugas e massacres entre facções rivais. Na madrugada de sábado para domingo, um banho de sangue marcou de vermelho os corredores do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj).

Na ocasião, o governo estadual calcula que 57 internos foram mortos. Os detalhes de crueldade chamam a atenção, já que em imagens e vídeos que circulam pelas redes sociais, alguns internos aparecem degolados e mutilados. Muitos deles foram arremessados para fora do complexo prisional.

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No "ranking" de mortes, o massacre de Compaj em 2017 só perde para o #Carandiru, em São Paulo, em 1992.

Nacionalmente conhecido como o "Massacre do Carandiru", a chacina vitimou 111 apenados, sendo que grande parte foi executada por policiais autorizados a entrar no complexo para conter um motim. Um novo julgamento ainda será realizado para submeter a decisão tomada no ano passado, pela Quarta Câmara do Tribunal do Júri de Justiça de São Paulo, que cancelou os julgamentos por entender que não havia como atribuir quais crimes cada um dos policiais havia feito.

No Compaj, o massacre foi protagonizado por membros da Família do Norte (FDN) contra estupradores e membros do Primeiro Comando da Capital (PCC). Sérgio Fontes, secretário estadual de segurança do Amazonas, disse que os policiais não invadiram o complexo durante o motim justamente para evitar um "novo Carandiru".

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