A facção Família do Norte (FDN) que comandou o massacre no dia primeiro de janeiro contra a facção Primeiro Comando da Capital (PCC), teria uma ligação próxima com a #FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). As investigações foram realizadas pelo Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF) do estado do Amazonas. O motivo dessa ligação seria que a Colômbia forneceria drogas e armamentos para a facção.

A Família do Norte comanda a região norte do país e é considerada a terceira maior do Brasil, atrás apenas do Primeiro Comando da Capital e do Comando Vermelho. A Operação LaMuralla da Polícia Federal, que ocorreu em 2014, apontou essa grande ligação.

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O MPF mostrou um documento declarando "estreitas ligações". Um peruano foi apontado como uma pessoa que estabelece esse elo entre a facção e as Farc, o nome dele é Nelson Flores Collantes e é chamado também de "Acuario".

Mensagens de texto comprovam elo

A PF conseguiu captar mensagens que declaram que Collantes tentava negociar armamentos como fuzis AK-47 e metralhadoras com um dos líderes da FDN, Geomison de Lira Arante. Em outra mensagem de texto, um outro integrante da FDN, conhecido como "João Branco", conversa com Collantes, e o intermediário das Farc comenta que os armamentos seriam usados em certas "missões", a PF diz que essa missões se referiam ao transporte de drogas para o Brasil, as drogas são adquiridas no Peru e na Colômbia.

Outra mensagem mostra uma preocupação que um integrante da FDN diz sobre "um leproso no rio", se referindo a "piratas" que roubavam no Rio Solimões.

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Uma foto enviada para o intermediário mostra "João Branco" com um lançador de foguetes recém adquirido.

Massacre em Manaus

O #massacre no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) deixou cerca de 60 mortos, sendo que 30 detentos acabaram sendo degolados. O IML (Instituo Médico Legal) identificou os corpos a partir da identificação de arcadas dentárias, DNA e impressões digitais. O massacre entre a facção FDN e o PCC foi considerado o maior na história do norte do país. #Morte