O estado do Rio de Janeiro enfrenta uma de suas piores crises econômicas já registradas. Milhares de servidores estão com salários atrasados e o clima é de total insegurança e de desordem. O estado foi o primeiro no país a declarar problemas econômicos, seguido de Paraná e Minas Gerais.

A crise se agravou ainda mais com a prisão do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, do PMDB foi preso acusado de desvio de dinheiro e corrupção. Em uma operação nomeada como Calicute, o político e sua esposa foram presos e outros tiveram sua prisão decretada, como o empresário Eike Batista.

A Polícia Federal (PF)descobriu um esquema que envolvia repasses de dinheiro através de dois irmãos conhecidos como doleiros.

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O repasse interceptado pela PF corresponde a 16,5 milhões de dólares e foi pago por Eike Batista aos irmãos doleiros.

Renato e Marcelo Hasson Chebar receberam o dinheiro em nome de Cabral através de uma empresa no Panamá. Para encobrir o repasse milionário, Eike Batista forjou documentos que criavam uma venda fictícia de uma mina.

Eike Batista resolveu viajar para os EUA assim que a operação Calicute foi deflagrada. A operação Calicute faz parte das investigações Lava-Jato. O empresário é considerado foragido pela PF e pela Interpol, órgão de segurança pública internacional.

A defesa do milionário já se apresentou e disse que Eike está nos EUA e que não está foragido da justiça brasileira. O advogado do empresário disse que Eike teme pela sua segurança e por isso realizou um pedido para cela especial para o empresário.

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Eike está à procura de um tratamento semelhante ao do ex-governador Sérgio Cabral, que está preso em Bangu em uma cela especial. Para ter direito a cela especial, o recluso deve ter ensino superior completo. Esse é o problema de Eike Batista, o empresário largou os estudos na adolescência e nunca concluiu um curso superior.

A defesa de Eike diz que teme pela vida e segurança de seu assessorado. Essa é a justificativa do advogado de Eike para que o empresário tenha acesso a uma cela especial, caso retorne ao Brasil e seja detido.

O magnata utilizou um passaporte alemão para deixar o Brasil, o que dificultou sua retenção no aeroporto antes de partir para os EUA. O empresário possui dupla cidadania e por isso não levantou suspeitas da Polícia Federal que aguarda a chegada do empresário para interrogá-lo. #Crime #Casos de polícia