Em 29 de novembro do ano passado, 71 vidas foram ceifadas na tragédia aérea que envolveu o time da Chapecoense. O avião caiu na cidade de Medellín, na Colômbia, a apenas 38 Km do aeroporto. O time do estado de Santa Catarina estava na região para disputar a primeira partida da final da Copa Sul-Americana, mas o jogo acabou não acontecendo. Entre os mortos, muitos jogadores do clube, repórteres que cobriam o feito inédito e a própria tripulação do avião, que pertencia à empresa boliviana LaMia. O piloto da aeronave e sócio da LaMia, Miguel Quiroga, foi um dos falecidos. Ele é apontado como um dos possíveis culpados para a tragédia, pois teria colocado no avião combustível limite para fazer a viagem, fazendo assim um trajeto mais barato, mas colocando a vida de todos em risco.

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Enquanto as investigações sobre o que motivou a queda do avião na Colômbia não chegam a um fim, os seis sobreviventes tentam um recomeço. Neto, zagueiro do clube que acabou ficando com o título da Sul-Americana, já trabalha na sua reabilitação. De acordo com informações do portal de notícias R7, nessa semana, ele já conseguiu dar os primeiros passos sem a ajuda das moletas. Um milagre, diz o jogador, que tem um sonho, voltar aos gramados o mais rápido possível. Ele e outro atleta, Alan Ruschel, querem se dedicar ao máximo à vida futebolística e argumentam que isso é uma maneira de representar as memórias dos que se foram.

Curiosamente, Neto era o mais religioso do grupo. Ele foi o último resgatado do acidente e chegou a estar apontado na lista dos mortos. Dias depois da tragédia, o jornalista Roberto Cabrini, do SBT, encontrou no meio dos escombros uma bíblia.

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Neto lia o texto no exato momento em que o avião bateu no morro conhecido como 'El Gordo'. Cabrini devolveu o objeto para a família do jogador. Além da bíblica, nessa semana, outra relíquia foi encontrada na tragédia, a camisa que Alan Rushel usaria na partida contra o Atlético de Medellín. O acessório acabou sendo enviado de volta ao Brasil por colombianos. #Chapecoense