Promotor do Ministério Público do Rio de Janeiro, André Guilherme Freitas, da Vara de Execuções Penais (Vepe), acredita que o empresário Eike Batista foi favorecido ao ser transferido do presídio de Ary Franco para a penitenciária de Bandeira Stampa, o Bangu 9, nesta segunda-feira, dia 30. A decisão de transferir o empresário – acusado de lavagem de dinheiro e corrupção ativa – foi determinada pela Secretaria de Administração Penitenciária do Rio, que admitiu não ter como garantir a integridade do ex-bilionário no local.

Segundo o promotor, o presídio de Bangu 9 é destinado a milicianos e servidores, enquanto o Ary Franco é para onde são levados a maioria dos investigados pela operação #Lava Jato sem curso superior, como é o caso de #Eike Batista.

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Já os acusados que possusem curso superior são enviados para Bangu 8, como o ex-governador Sérgio Cabral.

Para Freitas, Eike deveria ter sido mantido no Ary Franco ao invés de ser transferido para Bangu 9, que afirmou ser um presídio “com grande incidência de celulares”. Segundo ele, “quem errou foi quem determinou isso (a transferência)”. Ele também rebateu as afirmações de que o Ary Franco não teria condições de preservar a integridade física do empresário. “Não é um presídio ideal, mas não teria qualquer risco”, disse. #Polícia Federal