O Judiciário retorna nesta última semana de janeiro às atividades depois do recesso de final de ano. A primeira ação chegou com a confirmação vinda do Supremo Tribunal Federal (#STF) de que a atual presidente da Corte, Cármen Lúcia, decidiu homologar 77 delações premiadas de executivos e ex-executivos da Odebrecht, na Operação #Lava Jato.

Essas delações premiadas vinham sendo muito esperadas dado a importância das mesmas, da grande quantidade e principalmente pelos nomes que podem surgir delas, envolvendo uma gama muito grande de políticos que, por isso mesmo, esbarra na questão do foro privilegiado.

De acordo com as informações divulgadas até agora, a Ministra Cármen Lúcia, ao homologar as delações, resolveu manter o sigilo do processo bem como dos depoimentos.

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Isso quer dizer que o conteúdo ainda não pode virar de conhecimento público.

Com a decisão da ministra e a homologação das delações, chegamos ao fim de uma série quase que interminável de especulações, em especial sobre a velocidade e continuação dos processos que tramitam no âmbito da Lava Jato. Essas especulações se tornaram muito fortes e levantaram diversas questões logo após Teori Zavascki perder a vida em um acidente aéreo, no último dia 19, em Paraty, Rio de Janeiro.

A ministra Carmen Lúcia homologou as delações premiadas uma semana depois de autorizar a equipe de juízes auxiliares, que já trabalhavam no processo com o antigo relator, a dar continuidade às audiências que eram necessárias para que fossem confirmados cada um dos 77 acordos previstos.

Durante o final de semana, a ministra do STF trabalhou conjuntamente com Márcio Schiefler.

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O profissional era o juiz braço direito do ministro Teori na condução dos processos da Lava Jato, na Suprema Corte.

Para que o conteúdo das delações possa se tornar de conhecimento público é necessário que um pedido seja feito junto à Procuradoria Geral da República (PGR).

Com essa decisão tomada, a Operação Lava Jato deverá ter uma nova onda de surpresas, algumas muito aguardadas, em seu processo que, ao que parece, está longe do fim. #Corrupção