Valéria Gomes, de 46 anos, é mãe adotiva de um rapaz de 19 anos com deficiência mental. Ao saber que uma criança de um ano e meio com microcefalia estava sob os cuidados do Conselho Tutelar, por receber maus tratos da mãe biológica, resolveu adotá-lo. Ela já conhecia a criança desde que estava na barriga da mãe, de acordo com ela, a mãe tinha outros 10 filhos, e não conseguia dar conta dessa criança especial. Com essa nova rotina, ela acorda todos os dias as 3h da manhã, para levá-lo ao médico para fazer terapias e consultas. "Meu sonho é vê-lo andar, falar, me chamar de mamãe ou mainha."

Antes de adotar a criança, Valéria tinha um comércio em casa, mas teve que fechá-lo, pois assim não iria conseguir cuidar corretamente da criança e dela mesma.

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João, com um ano e meio, já consegue movimentar os bracinhos, que antes eram rígidos. Ele consegue sorrir, enxergar, e escutar. Na casa dela, ela montou um cantinho para que ela possa trabalhar a fisioterapia com ele.

Todos estão sendo beneficiados com a vinda da criança. Valéria diz, que antes dele, ela estava triste e desanimada da vida, devido a obesidade, e por seu casamento estar em crise, depois que a criança entrou na vida dela, tudo mudou. Ela não possui ainda a guarda do menino, mas se conseguir, fez uma promessa para Deus, que vai emagrecer e parar de fumar.

Microcefalia

Microcefalia é uma doença que faz com que a criança tenha um crânio menor do que o normal.

Essa doença pode ser transmitida por infecções adquiridas pela mãe, como toxoplasmose, rubéola e citomegalovírus, entre outros.Também por abuso do uso de álcool e drogas, durante a gestação.

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E por fim, o mais comum dos últimos anos, é a transmissão por infecção do zika vírus.

Ainda durante a gestação, é possível descobrir se a criança tem microcefalia, através da ultrassonografia o médico consegue medir o crânio do bebê, e descobrir se está menor do que o normal.

Infelizmente não existe cura para a microcefalia, mas é possível melhorar o desenvolvimento da criança com acompanhamento médico regulares, como fisioterapeutas, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais. #Brasil #Doenças #2017