Logo após dizer ao marido que queria se separar, uma mulher de 22 anos foi presa em um pilar da casa com uma corrente e logo em seguida foi espancada por seu marido. O fato ocorreu em Imbituba, cidade do litoral sul de Santa Catarina. Conforme relatou aos policiais militares que atenderam à ocorrência, após ter agredido a mulher, o homem de 26 anos, que é músico, fugiu do local utilizando o carro da vítima.

Humilhação e tortura

A vítima ainda relatou aos policiais que durante o tempo em que ficou presa à corrente (do mesmo tipo utilizada para prender cães), o agressor amordaçou a vítima com fita isolante e a agrediu com pontapés, socos e ainda a lesionou com uma mangueira.

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Além de tudo, utilizou água fria para jogar na vítima. Somente após ter conseguido se soltar, a mulher conseguiu pular a janela da casa, pedir ajuda aos vizinhos e chamar a Polícia Militar. Após a chegada dos militares, a vítima foi encaminhada à delegacia de polícia para o registro da ocorrência. Os policiais relataram que a vítima apresentava pelo corpo várias lesões provenientes da #Violência.

Violência contra a mulher

Mesmo em vigor desde 2006, a Lei Maria da Penha, criada para tornar mais grave os crimes de violência contra a mulher, os números de casos registrados no Brasil são altos. Sem contar os que não são registrados junto a órgãos oficiais.

Medo, vergonha, dependência econômica, por exemplo, são fatores que fazem as vítimas em muitos casos não comunicarem às autoridades os crimes de violência.

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Conforme pesquisas realizadas nos últimos anos, o Brasil está em 5º lugar no ranking mundial de homicídios de mulheres sendo que os autores geralmente são companheiros. O país oferece alguns mecanismos institucionais na qual a vítima (ou quem tomar conhecimento da violência) pode - e deve - formalizar as denúncias: o disque 100 (Secretaria dos Direitos Humanos); Disque 180 (Central de Atendimento à Mulher), além das Delegacias Especializadas em proteção à vítima mulher.

Independente da realização da denúncia, os casos podem também ser registrados nas delegacias de polícia civil de todo o país. #disque100