Uma britânica que foi abusada por 13 anos, sendo mantida trancada como uma escrava sexual. A jovem foi mantida dos 15 aos 28 anos nessas condições. Até que um dia conseguiu fugir. Nesse período ela teve 4 filhos, que lhe foram tirados ainda bebês, e vendidos. Por medo seu nome não foi revelado. Ela escreveu um livro, e hoje aos 44 anos, ele foi lançado com o título: “Secret Slave” (em português significa: escrava secreta), onde revela todo o draga vivido neste 13 anos, sofrendo todo tipo de abuso e humilhação.

Anna Ruston (nome fictício), era uma adolescente quando o pesadelo de sua vida começou. Ela tinha apenas 15 anos quando conheceu um taxista, que transformou sua vida em um verdadeiro inferno.

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O nome do taxista que era asiático ela também não revelou por medo, mesmo depois de passado 16 anos, em que tudo aconteceu. Ela apelidou o motorista de Malik, ao contar a história de sua vida no livro.

Ruston conta que era rejeitada pelos seus pais, e aos 15 anos conheceu um taxista muito bondoso, o Malik, eles se tornaram amigos, e consequentemente ele conheceu um pouco da história de rejeição de seus pais. Tudo iniciou em 1987, após ter ficado amigo da garota o taxista a convidou para ir até a sua casa, conhecer sua família e tomar um chá.

Adolescente e inexperiente, Ruston aceitou o convite. O motorista de taxi morava com sua mãe, seus irmãos, as esposas e seus filhos. Após o chá ele a convidou para dormir lá, e ela aceitou, por achar estar num ambiente familiar. Ela foi violentada naquela mesma noite e o inferno em sua vida começou.

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Ela era estuprada e humilhada pelos outros integrantes da família, além de ser oferecida como prostituta pelo sequestrador, a outros parentes e amigos.

O sequestrador a ameaçava constantemente, afirmando que se ela não fizesse o que ele queria a mataria.

Ruston teve quatro filhos, e todos foram tirados de seus braços logo após o nascimento e vendidos a outras famílias. Ela conta que nunca a deixaram amamentar, dar banho, trocar a frauda, ou vestir a roupinha de seus filhos.

Ela descreveu que no nascimento de seu primeiro filho, ela o carregou bem pequenino logo após nascer, e quando o viu de cabeça raspada e circuncidado, imaginou que nunca mais o veria.

Fugas

Ela descreveu ainda que diversas vezes foi parar no hospital por conta de surras e tentativas de suicídio, após diversas fugas fracassadas.

No hospital ela ficava sempre acompanhada de 3 a 4 pessoas, que falavam estar lá para cuidar dela, mas na verdade era para que ela não pedisse socorro para nenhum agente de saúde.

Ela conseguiu fugir após ouvir uma conversa em que o sequestrador contava que ele e sua família iriam voltar ao Paquistão e a levaria junto.

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A vítima teria acabado ter dar a luz a seu quarto filho, e resolveu pedir ajuda a uma assistente social, que acompanhava seu bebê. Ela conseguiu escrever um bilhete e entregar sem ninguém perceber a assistente social, que decidiu ajudá-la.

E durante uma reunião de preces Ramadã, Anna Ruston viu que todos estavam reunidos em um dos quartos rezando e haviam esquecido a chaves na porta. Então ela desceu e abriu a porta e saiu correndo e encontrou a assistente social que a esperava em uma esquina dentro do carro.

Finalmente ela havia conseguido se livrar do cativeiro, após tantos anos de sofrimento. Porém temendo pela sua vida Anna Ruston, mesmo sendo procurada pela polícia não deu maiores detalhes.

Em seu livro ela pede que as pessoas não a julguem, mais ela se sentia humilhada e suja, e com medo de perder a vida, mas desejava que o homem pagasse por tudo mal que lhe causou. #Crime #Casos de polícia