Prossegue a investigação sobre a morte do adolescente Itaberli Lozano, de 17 anos, em Cravinhos, cidade do interior do estado de São Paulo. Segundo a polícia, o jovem homossexual foi agredido pelos, também adolescentes, Miller Barissa e Victor da Silva, de 18 e 19 anos de idade respectivamente, até ficar desacordado. Subsequentemente, sua própria mãe, Tatiana Lozano Pereira, gerente de supermercado, teria esfaqueado o rapaz, matando-o. Morto Itaberli, Tatiana e seu marido, Alex Pereira, padrasto da vítima, teriam queimado o cadáver em um canavial, onde o corpo foi achado em 7 de janeiro deste ano.

Todos os suspeitos encontram-se em custódia das autoridades. O advogado que defende os dois adolescentes nega que eles tenham participado do assassinato. O advogado que representa Tatiana e Alex diz que a vítima usava drogas e tinha ameaçado de morte os familiares. Uma menor, de 15 anos de idade, (por isso o nome não foi revelado), namorada de Victor, foi internada devido a gravidade do #Crime. Ela teria sido a intermediária entre os rapazes acusados e a mãe da vítima.

Segundo a promotora da Vara da Infância e Juventude, Raquel Eli Stein Matheus, durante seu depoimento de duas horas, a jovem contou friamente como a vítima implorou para não morrer e disse que ela, o namorado e um amigo do casal, Miller, foram procurados por Tatiana na noite de 28 de dezembro para que a ajudassem a emboscar a vítima. Itaberli, a esta altura, estava morando com a avó depois de uma briga com a mãe.

O plano desta, segundo a menor, era atraí-lo de volta a sua casa, fingindo querer fazer as pazes com o filho. Se for concluído que a menor, que já foi acusada de agredir uma colega há alguns anos, caso que levou um Boletim de Ocorrência a ser lavrado à época, participou diretamente do assassinato, ela pode ficar detida na Fundação Casa até completar 21 anos de idade. A promotora Raquel está certa de que ela está diretamente envolvida no crime e citou seu histórico de agressões.

O Ministério Público acredita que o homicídio tenha sido um caso de homofobia, pois há indícios de que a mãe nunca aceitou a homossexualidade do adolescente, mas, por enquanto, a tese da Polícia Civil é de que se tratou de um conflito familiar que teve um fim trágico. #gay