Uma nova #Rebelião carcerária voltou a ser notícia neste início de ano. Neste domingo, dia 15, uma rebelião na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte, acabou após mais de 14 horas de duração. Até o momento, mais de dez mortes foram confirmadas, segundo informações divulgadas pelo governo estadual. A rebelião foi contida após a entrada da Tropa de Choque da Polícia Militar na penitenciária, a maior do Rio Grande do Norte.

O Instituto Técnico de Perícia do Rio Grande do Norte (Itep) informou que solicitou o auxílio de legistas do Ceará e da Paraíba para auxiliarem na identificação dos corpos. A nova rebelião é vista como mais um capítulo da guerra de facções entre o Primeiro Comando da Capital (PCC), originário de São Paulo, e o Comando Vermelho (CV), do Rio de Janeiro.

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As recentes barbáries ocorridas em penintenciárias do Norte do país teriam relação com o envolvimento da facção Família do Norte (FDN) na guerra, em apoio ao CV. Apesar dos fortes indícios, a causa da rebelião ainda não foi confirmada pelo governo estadual, que ainda averigua o caso.

Início da rebelião

De acordo com informações divulgadas pelo portal G1, a presidente do Sindicato dos Agentes Penintencários, Vilma Batista, informou que um carro se aproximou da penintencária antes do início do motim e jogou armas pelo muro. Apesar de ainda aguardar uma posição oficial do governo, a Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed) emitiu uma nota informando que a rebelião se iniciou por uma briga entre facções rivais.

A briga teria se iniciado após conflito entre detentos dos pavilhões 4 e 5.

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Localizada nos arredores de Natal, a Penintenciária de Alcaçuz tem capacidade para 620, mas há atualmente 1.150 presos no local. Em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, o Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, confirmou a existência do problema e falou sobre a situação.

"O sistema está superlotado há muito tempo. Não há passo de mágica pra solucionar um problema crônico no Brasil. É um problema que, governo após governo, vem se ampliando", declarou o Ministro. "Nós temos aproximadamente, hoje, 650 mil presos, com um deficit de quase 300 mil vagas. Isso acaba tornando o sistema um barril de pólvora", completou.

Moraes também afirmou que seu ministério está à disposição para auxiliar na situação, afirmando também que o combate contra a guerra de facções em presídios do país também será intensificada. Governado do Rio Grande do Norte, Robinson Faria declarou que já está em contato com Alexandre de Moraes para requerir auxílio do Governo Federal no caso.

A rebelião causou aflição entre familiares dos presidiários que aguardavam por informações do lado de fora de Alcaçuz.

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De acordo com alguns, presos sem nenhum envolvimento com as facções estavam temerosos de serem envolvidos no conflito. Do lado de dentro, alguns detentos acenavam com panos e camisetas brancas em um pedido de paz.

Por conta da rebelião, a penintenciária ficou sem fornecimento de energia elétrica durante a madrugada do sábado, dia 14. Segundo testemunhas, tiros foram ouvidos durante a noite. Em virtude da situação de #Crise, todos os agentes penitenciários do estado foram ativados, incluindo os que estavam de folga. A medida busca evitar com que novas rebeliões surjam em outros presídios do Rio Grande do Norte.

Presente no estado desde outra rebelião, em novembro de 2015, a Força Nacional teve sua presença no Rio Grande do Norte prorrogada em mais 60 dias pelo Ministério da Justiça. Acredita-se que esse prazo possa ser extendido. O policiamento é responsável por patrulhar as ruas e fornecer segurança ao redor dos locais onde estão localizados os presídios. #Presídio