A crise nos presídios brasileiros continua demonstrando a população o caos da segurança pública que atinge governadores e o próprio presidente Michel Temer (PMDB) em todo o país. Agora, no Rio Grande do Norte.

A #Rebelião na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte (RN), teve início na tarde desse sábado (14), com agitação de detentos nos pavilhões do presídio. Segundo o G1, a rebelião começou com uma briga entre presos dos pavilhões quatro e cinco. Sendo, que o pavilhão cinco é o Presídio Rogério Coutinho Madruga, que é um anexo do Alcaçuz.

A Penitenciária de Alcaçuz está localizada em Nísia Floresta, cidade da Grande #Natal.

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É o maior presídio do estado do Rio Grande do Norte. O presídio tem capacidade para 620 detentos, no entanto, abriga 1.150 presos.

De acordo com o G1, a rebelião terminou às 7h20 deste domingo, após uma operação da Tropa de Choque da Polícia Militar, que culminou na retomada do controle dos pavilhões em guerra. Conforme fontes do Governo do Rio Grande do Norte, pelos menos 25 mortes haviam sido confirmadas até as 11h35. Contudo, oficialmente foi divulgado ‘mais de dez mortos’ pelo governo.

Operação de Guerra

O Instituto de Técnico-Científico de Polícia (Itep) montou uma operação de guerra para identificar os presos mortos durante a rebelião, na Penitenciária de Alcaçuz. Para colaborar nos trabalhos, legistas do Ceará e Paraíba foram convocados, além de uma carreta frigorífica que foi contratada para armazenar os corpos.

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Conforme apuração do G1, o órgão está prepara para receber mais de 100 corpos se for necessário – além disso, o transporte ocorrerá através de rabecões e carros de perícia. “Temos todo o aparato pronto para receber os corpos e trabalhar na identificação”, disse Thiago Tadeu, chefe de Gabinete do Itep.

Facção Criminosa

Segundo informações apuradas pelo Estadão, pelo menos seis homens envolvidos na rebelião seriam ligados à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (#PCC), sendo identificados como os responsáveis pela rebelião que destruiu parcialmente a penitenciária estadual de Alcaçuz. Os envolvidos da facção serão transferidos para unidades penitenciárias estaduais ou federais.