Na última quinta-feira (29), poucos dias antes da virada do ano, o jovem Yuri Silva Santos, de 20 anos, e mais dois amigos morreram após pularem em uma represa, no município de Simões Filho, em Salvador. Os três jovens estariam com outros dois amigos que conseguiram se salvar e contaram as suas versões da história à polícia. O grupo havia saído para comemorar o aniversário de um deles, e resolveu entrar em uma propriedade privada para roubar coco, enquanto estavam no caminho. A casa era de um homem aposentado do exército, que teria ameaçado os cinco com uma arma de fogo. Para tentarem fugir, eles teriam pulado na represa e a princípio teriam morrido por afogamento.

Publicidade
Publicidade

No entanto, as nuances dessa história ficam cada vez piores. Segundo pai de Yuri, Bartolomeu dos Santos, que está inconsolável, o filho teria levado um tiro na cabeça antes de cair na represa. Quem teria dito a ele essa informação seria uma funcionária do IML que recebeu os corpos dos três jovens. A confirmação sobre a verdade dos fatos ocorrerá somente daqui a três meses quando o laudo do serviço pericial ficar pronto. Mas, ao que tudo indica, o jovem tinha uma marca de entrada de projétil no crânio. Os outros dois rapazes que acabaram morrendo são Kleiton Sade Almeida, e Felipe da Paixão. Yuri e Keliton tiveram seus corpos retirados do rio no mesmo dia em que o crime aconteceu, já Felipe só foi encontrado no sábado (31).

Os outros dois jovens Wellington Jesus e Hebert Leal conseguiram nadar e fugir das ameaças alcançando a outra margem da lagoa.

Publicidade

Eles narraram que foi um momento de desespero quando viram que os outros três amigos não conseguiram se salvar. O pai de Yuri disse que a vida não tem mais sentido e pede por justiça. Para ele todo final de ano a partir de agora será doloroso, pois não terá mais o filho e se recordará de sua morte. Bartolomeu ainda disse que se ficar comprovado que o filho levou um tiro na cabeça, quer o autor atrás das grades. Para ele, o fato de os garotos terem roubado coco da propriedade, não dava o direito ao homem de matá-los de maneira tão cruel. A dor dos familiares agora é imensa e só poderá ser acalantada com o tempo, no entanto, nunca deixará de existir, como relatou o pai do jovem. #Crime #Investigação Criminal