Em entrevista à BBC Brasil, Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (#STF), criticou a estratégia do Palácio do Planalto em anunciar a construção de novos presídios como forma de amenizar a #Crise penitenciária. Ao todo, 102 presos já foram mortos em 2017 e ilustram a falência do atual sistema prisional brasileiro.

"Um presídio, até ser efetivamente construído, vai levar dois, três ou quatro anos. Tendo em vista os incidentes que ocorrem nesse processo, entre licitações e tudo mais", avaliou Mendes.

Para Mendes, uma forma de reduzir a população carcerária brasileira é descriminar o uso das drogas. Ele também sugere uma espécie de "mutirão judicial" nas prisões para julgar os internos em regime provisório - estes representam 32% do total.

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"Se evitarmos que um preso fique uma semana, um mês ou um ano a mais do que deve, é óbvio que estaremos abrindo vagas e impedindo a superlotação. Seria até barato esse investimento em informatizar o sistema, mas é um tema negligenciado", lamentou o ministro sobre os presos que permanecem na cadeia sem julgamento.

O ministro do STF também entende que se o governo federal não coibir a atual superlotação carcerária, "vamos ter o aumento da criminalidade".