Um abuso de um político mineiro completamente sem noção acabou rendendo-lhe alguns dias de xilindró.

Rubens Gonçalves de Brito, vereador da cidade Belo Horizonte, Minas Gerais, estava em seu helicóptero na última sexta-feira (27), quando resolveu dar uma carona para parentes que estavam aproveitando o sol em uma praia do Espírito Santo. Ele simplesmente pousou a aeronave na faixa de areia da Praia da Bacutia, em Guarapari, em meio a vários banhistas.

Para a Polícia Civil, a atitude descabida é ilegal e colocou em risco a vida de dezenas de pessoas. A aeronave foi apreendida pelas autoridades aeronáuticas e o vereador sem noção foi detido.

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Além disso, a situação foi comunicada à Justiça Federal.

Rubens Gonçalves de Brito tem 35 anos e ao ser preso foi submetido a exames de rotina no Departamento Médico Legal (DML) neste sábado (28). O parlamentar está agora no Centro de Detenção Provisória da cidade de Viana, sem previsão de quando será solto.

Conforme divulgou a Polícia Civil, o helicóptero segue impedido de voar. A aeronave está no Aeroporto de Guarapari, à disposição das autoridades federais, que deverão examinar toda a documentação e detalhes mecânicos do veículo.

Rubens é popularmente conhecido na capital mineira como "Bim da Ambulância", mas já está sendo chamado de “Bim do Helicóptero”.

As pessoas que estavam na praia ficaram chocadas quando viram a aeronave pousar entre esteiras guarda sóis, por volta das 10 horas.

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Alguns banhistas ligaram para a Polícia Militar e denunciaram a cena.

Relatos dão conta de que as manobras foram arriscadas e poderiam ter resultado em acidentes, inclusive com crianças, que estavam na praia no momento do pouso.

Logo que foram acionados, os delegados titulares das Delegacias de Crimes Contra o Patrimônio e de Infrações foram até a praia e fizeram o flagrante da irregularidade.

A Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) do Espírito Santo informou, em nota, que Rubens foi autuado por colocar a vida ou a saúde de dos banhistas em perigo. Não foi informado se a aeronave era própria ou alugada.

#Crime #Casos de polícia